quarta-feira, 19 junho 2024
ENTREVISTA

Cafú destaca foco no planejamento e conquistas de Hortolândia

Secretário municipal de Governo fala ao TODODIA sobre os projetos e as ações executadas pela Prefeitura ao longo dos últimos anos
Por
DANILO BUENO
Cafu César, Secretário de Governo – Foto: Alessandro Araujo / TV TODODIA

O secretário de Governo de Hortolândia, Carlos Augusto César, o Cafú, avalia que Hortolândia passou por uma mudança de conceito de gestão, com foco no planejamento de longo prazo e no bem-estar das pessoas. Em entrevista ao TODODIA, ele ressalta as conquistas da cidade e a importância do planejamento.
Confira os principais trechos da entrevista a seguir.

TODODIA: Cafú, como que é pra você observar isso, que você está ajudando a fazer essa construção de Hortolândia?
CAFÚ: É sempre um prazer conversar com vocês e levar pra vocês tudo aquilo que nós estamos fazendo, que o governo Zezé Gomes vem produzindo para nossa cidade de Hortolândia, que neste domingo completa 33 anos de vida.

Como que é pra você observar Hortolândia quando ela surgiu, há 33 anos, e o ponto que ela está hoje? Como é ver essa evolução, numa linha do tempo, a Hortolândia lá do passado e a de hoje?
Danilo, eu propriamente vejo ela em dois cenários. Tem o cenário da emancipação, que precisa de várias necessidades de momento. E esse cenário de necessidades teve um período de 12 anos, um período de se estruturar a cidade, depois vem o segundo período, que aí já é no governo Angelo Perugini, de 2004 a 2012, que veio para atender aos anseios das coisas mais básicas da cidade, que era asfalto, água, esgoto. Essas são as duas primeiras fases. E a terceira fase é essa agora, que nós estamos, que o Angelo voltou em 2016, onde nós estamos agora, como a cidade, todas as suas necessidades, toda a sua estrutura ficou pronta, por todos os governos que passaram. O nosso governo, desde 2016, quando ganhamos a eleição, e o que nós estamos apresentando e trazendo pra cidade, é uma mudança de conceito de gestão. É um governo de planejamento, que você olha todos os cenários para pensar uma cidade daqui a 30 anos, e que ele tem que ser revisto, porque você tem que sempre estar pensando 30 anos para frente. Vai completar oito anos de governo agora, nós fizemos tudo aquilo que nós tínhamos planejado nesses oito anos e fizemos além. E estamos planejando, continuamos fazendo coisas, pensando 30 anos à frente e muita coisa mudou. Tem coisa que nós pensamos e que já não é mais aquilo. Porque a vida é rápida, e ainda mais no mundo que nós vivemos hoje! No mundo tecnológico, no mundo da inteligência artificial, é outro pensamento. Não dá pra você pensar uma cidade como você pensava essa cidade de 1991, quando se emancipou, de 2000, de 2004, de 2015, e não dá para pensá-la quando nós assumimos em 2016. O que eu já fiz está feito. Isso aí a população já se apoderou. Porque há determinação, há cobrança do prefeito, há minha cobrança enquanto secretário de Governo, para que aquilo que nós planejamos seja executado e dentro dos prazos que planejamos.

Como você disse, a realidade vem mudando, é muito dinâmica, de ano após ano e hoje nós temos uma questão que se impõe na política pública, que é a questão ambiental. Como nós estamos vendo o que está acontecendo no Rio Grande do Sul…
Você pegou muito bem, eu ia falar, mas é ótima, ótima pergunta.

E você já disse da importância de se renovar a frota de veículos por veículos elétricos. E tem também uma questão de eficiência energética municipal com a usina fotovoltaica. Como que é para a gestão fazer justamente este planejamento, pensando em colocar tecnologia sem abrir mão da preocupação com o meio ambiente?
É planejamento e execução. A gestão tem que andar junto, planejar e executar. E para isso você tem que estar o tempo inteiro fiscalizando. Nós fizemos um planejamento e ele precisava trazer para cá pessoas experimentadas e que tivessem conhecimento daquilo que nós planejamos. E aí eu te falo, qual é o lema da nossa cidade? O que nós estamos, nesse planejamento, desenvolvendo desde 2016? Uma cidade inteligente e sustentável. E pensando na sustentabilidade que você falou, porque aí não é só o Rio Grande do Sul, o mundo está vivendo isso. Hortolândia vive isso. Vou te dar um dado. Você sabia que a cidade de Hortolândia, se a temperatura em Campinas estiver 30 graus agora, nós temos uma média de 1 a 2 graus a mais do que as cidades da região. Entendeu? Campinas, 29ºC, nós temos de 1 a 2 graus, dependendo da temperatura, maior do que todas as cidades da região. Quando bate o calor, Hortolândia é a cidade que mais pega esse calor. E nós estudamos isso. Por que o prefeito Zezé foi para Washington e ganhou o prêmio como um dos municípios brasileiros que mais plantou árvores. Ganhou o prêmio da Arbor Day, e nós temos todas as nossas grandes vias que nós executamos, todos os nossos parques, nós temos árvores plantadas. E todas essas árvores têm chip, nós sabemos, em cada rua, quais são os tipos de árvores que nós plantamos. Por quê? Nós estamos pensando daqui a 30 anos como é que essas árvores vão estar. Se deixar do jeito que está, se hoje nós estamos 1, 2 graus, se continuar assim, daqui a 10, 15 anos nós vamos estar 5, 6 graus. E aí? Isso não vai gerar uma catástrofe? É o que está acontecendo no mundo. O Rio Grande do Sul é um grande exemplo. Nós estamos aqui solidários aos irmãos do Rio Grande do Sul, estamos fazendo até uma ação solidária junto com os moradores. Já foram para lá quatro caminhões, estão indo mais.

E tem uma questão que acaba aglutinando tudo isso, elas resultam em neutralização de carbono. E a neutralização de carbono vira também créditos de carbono.
Que é a segunda etapa que nós estamos discutindo já. Nós agora estamos estruturando, já tivemos 12 ônibus contemplados no PAC do Governo Federal, ônibus elétricos, nós vamos fazer a licitação, preparar para a cidade. Nós estamos discutindo a troca de toda a nossa frota para ser tudo carro elétrico, porque nós já temos esses pontos. Então, tudo isso vai me gerar o quê? Hoje eu tenho um custo de quase R$ 7 milhões em combustível. Então, tudo isso é economia, e a economia nos gera dinheiro, e nos traz a qualidade de vida para se preocupar com o meio ambiente.

O que nós estamos apresentando e trazendo pra cidade é uma mudança de conceito de gestão. É um governo de planejamento, que você olha todos os cenários para pensar uma cidade daqui a 30 anos.

CAFÚ
Secretário de Governo de Hortolândia
Em entrevista ao âncora Danilo Bueno, Cafu César, Secretário de Governo – Foto: Alessandro Araujo / TV TODODIA

Hortolândia hoje tem o Instituto Federal de Educação e está investindo justamente nessa questão da responsabilidade energética, responsabilidade ambiental, como que isso tudo se integra?
Olha, nisso nós estamos trabalhando, nosso secretário de Educação deve estar chegando amanhã ou quarta-feira, foi para o Canadá no dia 9, nós estamos recebendo um prêmio no Canadá, na questão do nosso currículo escolar, que foi montado por grandes pensadores. Veio aqui o Gabriel Chalita, o (Mario Sérgio) Cortella, grandes pessoas vieram aqui para ajudar a montar esse currículo com os educadores da cidade e aí você faz o quê? Você pega a experiência dos professores que conhecem a cidade, que conhecem o bairro, que conhecem as necessidades do aluno, a família desse aluno e você traz pessoas que estão com pensamento lá na frente para fazer essa adaptação, e aí nós temos um currículo que está sendo premiado mundialmente, porque foi preparado pensando nisso. Como é que nós chegamos em tudo isso? Nós chegamos nisso olhando cada detalhe. Nós temos que preparar a nossa saúde para a questão da inteligência artificial. Então eu tenho que também preparar o servidor para que ele tenha condição de atender essa novidade. E a cidade tem essa preocupação. Nós temos o Instituto Federal, nós temos aqui a ETEC, Escola Técnica, mas nós precisamos trazer para cá uma faculdade como a Fatec, nós precisamos trazer para cá o Senai, nós precisamos trazer polo de inteligência e de preparação educacional para preparar os moradores para o que o futuro deseja do profissional.

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