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Ingresso da discórdia ameaça festa

Cobrança de entrada na Festa das Nações em N. Odessa afasta público e organizadores buscam ajuda privada

Evento tradicional de Nova Odessa, a Festa das Nações chega neste ano à sua 32ª edição cercada de incertezas. As entidades assistenciais participantes enfrentam dificuldades financeiras e não têm recursos para bancar o evento, que custa cerca de R$ 100 mil.

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Com a crise, sem parcerias e patrocínios, a festa corre até o risco de ser cancelada.

O evento é realizado todo ano com a participação de 12 entidades do município, que exploram barracas de comidas e bebidas títpicas de cada país representado.

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A arrecadação ajuda a manter atividades e projetos sociais.

Este ano, a festa está programada para os dias 11,12 e 13 de outubro na Praça dos Três Poderes, na região central.

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Outra polêmica envolvendo o evento é a cobrança de ingresso, iniciada em 2017, quando a prefeitura, alegando crise financeira, deixou de subsidiar a festa e passou a responsabilidade para as entidades – ficando apenas com o apoio no fornecimento de energia e água, entre outros serviços, como ocorreu no ano passado.

Mesmo com a cobrança de entrada no valor simbólico de R$ 5, e de caráter beneficente, a população não aprovou o novo formato. O público despencou.

Em 2013, gratuita, a Festa das Nações bateu recorde de público, com mais de 100 mil pessoas. Em 2017, quando houve a cobrança, aproximadamente 35 mil frequentaram o evento.

SEM COBRANÇA

Após a experiência dos dois últimos anos, a festa deste ano não terá cobrança de ingresso.

A afirmação é do presidente da Comissão Organizadora das Entidades, João Zaramelo Neto. “A cobrança não foi bem aceita pela população”, explicou o presidente. “Vamos tentar arrecadar os recursos através de parcerias com a iniciativa privada e patrocínios. Caso a gente não consiga, a festa corre risco de até ser cancelada”, revelou João Zaramelo.

LIDERANÇAS

As lideranças da Câmara, em sua maioria, são contra a cobrança de ingresso na Festa das Nações e estão empenhadas em ajudar a encontrar uma solução para a realização do evento.

De autoria dos vereadores Cláudio José Schooder, o “Leitinho” (PV), Antônio Alves Teixeira, o Professor Antônio (PT), e Carol Moura (Podemos), foi aprovado na Câmara o projeto de lei nº 39/2018, que proíbe a cobrança de ingressos pela entrada.

Acontece que a proposta foi vetada pelo prefeito Bill Souza (PSDB), por “contrariar ao interesse público”.

Nos eventos realizados por terceiros, disse o prefeito, compete a eles definir a cobrança ou não da entrada.

Na última sessão da Câmara, a votação do veto do prefeito à lei foi adiada para melhores estudos – já que a festa é encarada por grande parte dos vereadores como um patrimônio cultural da cidade, e que não pode acabar.

 

 

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