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Justiça nega afastamento do vice-presidente da Câmara de Sumaré

Edgardo José Cabral é acusado de improbidade administrativa e desvio de combustível do Legislativo

O juiz Rafael Carmezim Camargo Neves, da 2ª Vara Cível de Sumaré, rejeitou nesta terça-feira (5) um pedido do MP (Ministério Público) para afastar o vice-presidente da Câmara, Edgardo José Cabral (PRB) do cargo de vereador. Ele é acusado, em uma ação por improbidade administrativa e outra por peculato (desvio de bem ou recurso público por servidor) de desviar combustível do Legislativo. 

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Os processos são baseados, principalmente, no depoimento de dois frentistas do posto de combustíveis contratado pela Câmara. Eles afirmaram à promotoria que o parlamentar pegava requisições de abastecimento com um volume de combustível superior à capacidade do tanque do carro alugado que era usado por seu gabinete. 

Na versão dada pelas testemunhas, a diferença era colocada em um “contravale”, usado depois para abastecer o veículo particular de Cabral. 

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A defesa do vereador nega o desvio e alega no processo que é vítima de “perseguição religiosa” – ele é pastor – e que os depoimentos dos frentistas são contraditórios. 

A reportagem não conseguiu contato com o advogado dele. O juiz recebeu a ação, mas indeferiu o afastamento cautelar. 

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No despacho, o magistrado apontou que a suposta conduta irregular teria ocorrido em abril do ano passado “não havendo de fatos supervenientes a indicar, em tese, reiteração de atos ou uso do cargo de vereador para destruição de provas ou intimidação de testemunhas”. 

Carmezim determinou, no entanto, a quebra do sigilo fiscal de Cabral. Por conta da juntada das últimas cinco declarações de imposto de renda em nome do vereador, o processo correrá em segredo de Justiça. 

 

Por Walter Duarte

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