Medidas fazem parte de parceria com a Rede Elza Tank de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, e foram motivadas por lei recém-sancionada que visa proteger e auxiliar mulheres em locais como bares, casas noturnas e eventos
As medidas fazem parte de uma parceria com a Rede Elza Tank de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, que auxilia mulheres em situação de violência física e psicológica.
“Creio que será o primeiro evento de grande porte a adotar essas medidas”, afirma Erika Tank, vice-prefeita de Limeira e presidente da Rede Elza Tank de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, em entrevista ao g1.
“Conseguimos até aprovar há alguns anos uma lei municipal muito parecida com a estadual, mas com certeza essa medida recém-aprovada pelo governo é importantíssima para lutas como a nossa”, ressalta a vice-prefeita.
De acordo com Renato Cassiano, sócio da empresa organizadora do rodeio, o evento vai contar com pessoas específicas para auxiliar as vítimas, como funcionários que poderão acompanhar as mulheres até o carro no estacionamento ou para pegar um transporte de aplicativo.
A rede de acolhimento também está promovendo palestras de orientação e conversas com seguranças e outras pessoas que vão trabalhar na festa.
Além disso, o espaço terá cartazes fixados nos banheiros e em espaços estratégicos, com o objetivo de fazer com que as mulheres saibam que podem contar com toda a estrutura do evento e se sintam seguras.
Caso Daniel Alves
A lei, de autoria dos deputados Coronel Nishikawa, Marcio Nakashima e Damaris Moura, se baseia em medidas parecidas com as previstas no protocolo No Callem, criado pelo governo de Barcelona, em 2018, e utilizado no caso do jogador brasileiro Daniel Alves, preso acusado de estupro.