Quinta, 30 Junho 2022

Mais da metade dos empreendedores não crê em retomada na indústria este ano

Mais da metade dos empreendedores não crê em retomada na indústria este ano

O Índice de Confiança do Empresário Industrial paulista (Icei-SP) - medido por todas os escritórios regionais do Ciesp (Centro das Indústrias do Estad

O Índice de Confiança do Empresário Industrial paulista (Icei-SP) - medido por todas os escritórios regionais do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) está em 37,9 pontos, muito abaixo do registrado em junho do ano passado (53,6 pontos) e de sua média histórica (50 pontos).

No caso das empresas sob abrangência do Ciesp-Campinas, 52,63% dos empreendedores não acreditam na retomada dos negócios até o final do ano. E 42,11% deles reclamam da indisponibilidade de capital de giro para manter ativas as linhas de produção.

Quase metade das indústrias localizadas no território sob abrangência do escritório regional do Ciesp-Campinas registou ao longo do mês de maio uma queda superior a 50% no faturamento em relação ao mês anterior, já afetado pela pandemia - a quarentena no Estado teve início no final de março.

As vendas despencaram neste patamar na avaliação de 45,5% dos empreendedores que responderam à pesquisa feita mensalmente pela entidade.

O número não representa que os demais empresários lucraram. Muito pelo contrário. Só registraram quedas menores nas vendas. Apenas 17,5% dos entrevistados disseram que o faturamento se manteve como no mês anterior. Enfim, a situação atual da indústria é alarmante, e o pessimismo toma conta do setor.


POR CRÉDITO

Os números foram apresentados na manhã desta terça (23) por José Nunes Filho, diretor do escritório regional.

Dentre todos os empresários que responderam ao questionário, 66,67% se queixaram da dificuldade no acesso às linhas de crédito.

Por enquanto, explicou o diretor, as empresas buscam alternativas para evitar as demissões, mas manter os empregos é cada vez mais difícil. Entre todas as empresas, 57,89% já tiveram de dar férias aos funcionários com a queda na demanda por produção.

As vendas online, por sistemas de telemarketing, socorrem 15,7% dos empreendimentos, e 10,53% deles não fecham as portas porque contam com os recursos do e-commerce.

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