quarta-feira, 24 julho 2024

Vereadores aprovam prosseguimento da investigação contra prefeito de Monte Mor

Edivaldo Brischi (PTB) é alvo de uma Comissão Processante na Câmara por suposto pagamento indevido ao consórcio de saúde que atende o município

Denúncia contra Brischi aponta pagamentos indevidos ao Cismetro, responsável pelo atendimento médico no município (Foto: Prefeitura de Monte Mor)

Por dois votos a um, os vereadores que compõem a CP (Comissão Processante) instaurada em 6 de dezembro do ano passado para apurar possíveis irregularidades na Saúde, votaram nesta terça-feira (18), pelo prosseguimento das investigações ao prefeito Edivaldo Brischi (PTB). A CP tem poder de cassar o mandato do chefe do Executivo. Denúncia contra Brischi aponta pagamentos indevidos ao Cismetro (Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Metropolitana de Campinas), responsável pelo atendimento médico no município. O prefeito nega.

A CP é formada pelos vereadores Nelson Almeida (Solidariedade), presidente; Andrea Garcia (PTB), relatora; e o vereador Professor Fio (PTB), membro.

A relatora opinou pelo arquivamento da CP alegando que a denúncia é infundada e que o prefeito “ao tomar ciência dos fatos ocorridos providenciou, de imediato, a exoneração do secretário de saúde” e “impediu pagamentos duvidosos”.
Porém, em seus votos, os vereadores Nelson Almeida e Professor Fio venceram a relatora e aprovaram o prosseguimento do processo político-administrativo que investiga o prefeito.

“O denunciado limitou em sua defesa argumentar apenas que o prefeito municipal não incorreu em qualquer crime”, diz trecho do voto dos parlamentares que apoiaram a continuidade da CP. “O denunciado não trouxe aos autos documentos comprobatórios (para a defesa)”, completa.

Agora, uma nova reunião será convocada entre os membros para deliberação das próximas etapas de trabalho.

De acordo com a denúncia, o prefeito teria autorizado pagamentos ao consórcio de saúde sem a devida prestação de serviços. Ou seja, médicos teriam recebido sem trabalhar em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da cidade.

Em dezembro, a instauração da CP foi aprovada na Câmara por 11 votos a 3.
O prazo para conclusão dos trabalhos é de 90 dias e se encerraria em março.

A Prefeitura de Monte Mor informou, em dezembro, que “as denúncias são improcedentes”. A reportagem questionou o Executivo por um novo posicionamento diante do prosseguimento da CP. O Executivo enviou a seguinte nota:

“O prefeito de Monte Mor, Edivaldo Brischi, reitera a confiança que tem na verdade e na justiça, pois sempre prezou pela ética e pela idoneidade na lida privada e pública. Ele sabe e espera, que todo o processo movido contra sua administração, pela CP da câmara de vereadores chegará a essa verdade e, desse modo, mostrará que tudo foi feito com compromisso técnico e lisura. Lembrando, que em 2021, uma das grandes vitórias da atual administração, foi que o número de apontamentos do Tribunal de Contas para Monte Mor, teve uma redução de quase 85%, comparadas ao último ano da gestão anterior. São números que apontam uma redução significativa e mostra que a gestão Edivaldo Brischi está no rumo certo, fazendo o uso correto e responsável da arrecadação pública”.

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