Quarta, 27 Outubro 2021

Mortalidade infantil cresce na região

Mortalidade infantil cresce na região

A taxa de mortalidade infantil subiu em Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa e Sumaré no ano de 2018, segundo levantamento da Fundação Seade

A taxa de mortalidade infantil subiu em Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa e Sumaré no ano de 2018, segundo levantamento da Fundação Seade (Serviço Estatual de Análise de Dados e Estatísticas), divulgado na sexta-feira (20).

O indicador é calculado com base no número de crianças nascidas vivas, que morrem antes de completar um ano. A cidade com maior taxa de óbitos na região no ano passado foi Nova Odessa, com 14,6 para cada mil nascimentos. O município registrou o segundo aumento consecutivo de mortalidade infantil, passando de uma taxa de 7, em 2016, para 10,71 em 2017 e chegando aos 14,6 atuais.

O TODODIA solicitou um posicionamento da Secretaria de Saúde da cidade sobre o tema, mas não houve resposta até o fechamento desta edição. Em Americana, a mortalidade infantil também cresceu pelo segundo ano. A taxa era de 6,78 em 2016, passou para 8,25 no ano retrasado e chegou aos 10,72 em 2018.

Em nota, a Secretaria municipal de Saúde afirmou que a taxa do município ainda é considerada baixa pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e que a maior parte dos óbitos ocorreu na rede privada. “No município, no ano de 2018, os óbitos em menores de 1 ano ocorreram 36% na rede pública (SUS) e 63% na rede privada, e as causas estão associadas a problemas de parto, fatores maternos diversos e problemas congênitos e ou genéticos, sendo na maioria das vezes considerados inevitáveis”, diz o texto.

A pasta afirmou, ainda, que cumpre os protocolos do Ministério da Saúde para a redução desses índices. Em Santa Bárbara d’Oeste, que havia reduzido a taxa de mortalidade infantil entre 2016 e 2017, houve alta de quase 26% em 2018. A taxa na cidade ficou em 10,59 mortes para cada mil nascidos vivos. Por meio de sua assessoria de imprensa, a prefeitura afirmou que reduziu o número de mortes por causas “evitáveis”.

“Apesar da variação de 8,41 para 10,59 da taxa de mortalidade infantil, em comparação entre os exercícios de 2017 e 2018, cabe ressaltar que houve redução de 25%, no mesmo período, no número de óbitos infantis por causas evitáveis, conforme dados do Ministério da Saúde, resultado esse relevante, pois evidencia a resolutividade de ações de saúde no âmbito da prevenção. Vale destacar que os dados apresentados incluem informações sobre todas as ocorrências registradas do município, na rede pública e particular (planos e convênios de saúde)”, afirmou. Sumaré teve o menor aumento percentual da região em 2018 (1%), com a taxa subindo de 8,92 para 9,07. A prefeitura foi questionada pela reportagem, mas não se manifestou.

Governo diz que taxa caiu no Estado

Questionada pelo TODODIA, a Secretaria estadual de Saúde afirmou que 2018 apresentou a menor taxa de mortalidade infantil no Estado de São Paulo dos últimos dez anos, com 10,7 (por mil nascidos vivos), em comparação com 12,5 em 2008. Na região do DRS (Departamento Regional de Saúde) de Campinas, o índice de 2018 foi de 8,6, uma queda de 21% em dez anos, simultaneamente ao aumento de 10% no número de nascidos vivos.

“A pasta tem executado ações e traçado medidas, com auxílio dos municípios, para melhorar ainda mais os indicadores citados, que permanecem sob monitoramento pelo governo estadual. O aprimoramento da assistência ao parto e à gestante, o incentivo ao aleitamento materno, a ampliação do acesso ao pré-natal, a expansão do saneamento básico e a vacinação em massa de crianças pelo SUS são os principais motivos para a queda na taxa de mortalidade infantil”, diz a nota.

O órgão ressaltou os investimentos realizados na rede de atenção básica das cidades. “Os municípios de Americana, Sumaré, Nova Odessa e Santa Bárbara d’Oeste também foram contemplados com construção e reforma de UBS e outros equipamentos de saúde básica, totalizando um investimento de R$ 15,8 milhões. O Governo do Estado tem destinado recursos aos municípios, Santas Casas, entidades filantrópicas e outros serviços conveniados ao SUS. Os convênios de custeio e investimento de 2019 totalizam R$ 1,7 bilhão”

WALTER DUARTE
 

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