Terça, 18 Janeiro 2022

Mulheres são as mais afetadas pela crise no mercado de trabalho

Mulheres são as mais afetadas pela crise no mercado de trabalho

As mulheres foram as mais afetadas pela crise, por conta da diminuição do emprego doméstico e queda de vagas em setores especialmente prejudicados pel

As mulheres foram as mais afetadas pela crise, por conta da diminuição do emprego doméstico e queda de vagas em setores especialmente prejudicados pela pandemia, como comércio e serviços, onde a participação delas é intensa. 

A análise foi feita pela economista Eliane Rosandiski, do Observatório da PUC-Campinas (Pontifícia Universidade Católica), que ontem disponibilizou os dados consolidados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) dos 20 municípios que fazem parte da RMC (Região Metropolitana de Campinas) durante o primeiro semestre do ano. 

Na RMC, foram 33 mil postos de trabalho fechados neste período. No mês de junho, o saldo de empregos fechou negativo em 2.325 vagas, o menor índice registrado no período de isolamento social. 

Sozinha, a cidade de Campinas registrou a maior queda de vagas no período: foram 15.627 postos de trabalho fechados. Uma notícia que serve de alento é que, em junho,  as vagas voltaram a crescer em setores como a construção civil e atividades ligadas a informação e comunicação. 

As demissões continuaram, mas em ritmo de menor intensidade, nos setores da indústria, do comércio e de serviços. 

Os dados do Caged mostraram que algumas cidades fecharam o mês com índice positivo de emprego. Juntas, Americana, Santa Bárbara, Nova Odessa, Sumaré e Hortolândia encerraram junho com 5.394 contratações, contra 5.169 demissões. Saldo de 225 novos postos de trabalho. 

Segundo os analistas da PUC-Campinas, a adesão de empresas à flexibilização do contrato de trabalho (em concordância com a lei 12.040), resultou em mais de 380 mil acordos e preservou cerca de 40% dos empregos no semestre. 

"A questão é que essa modalidade de flexibilização é por prazo determinado. O desafio é saber se a economia irá se recuperar, evitando movimentos de demissões mais intensos no segundo semestre", disse a economista. 

A professora explica, ainda, que as medidas adotadas para a preservação de empregos devem atrasar a retomada da economia, uma vez que as suspensões ou reduções de jornada de trabalho afetam diretamente o bolso do trabalhador e diminuem seu poder de consumo. 


"A falta de preocupação com a elaboração de programas de manutenção de renda coloca em xeque o volume de demanda necessário para recuperar a economia de maneira mais efetiva no pós-pandemia", resume. 

SAIBA MAIS 

O Observatório PUC-Campinas, criado em 2018, divulga estudos temáticos regionais e discute o desenvolvimento econômico e social da RMC (Região Metropolitana de Campinas). As informações, que englobam indicadores sobre renda, trabalho, emprego, setores econômicos, educação, sustentabilidade e saúde, são de interesse da comunidade acadêmica, dos gestores públicos e dos próprios cidadãos. 

 

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