Empresa responsável por loteamento suspenso em Nova Odessa garante devolução a compradores
Conforme mostrou o TODODIA neste domingo (6), a obra foi embargada depois que o vereador Silvio Natal, o Cabo Natal (Avante), ingressou com uma ação popular em que aponta supostas irregularidades cometidas no processo de autorização do loteamento pela prefeitura, uma vez que a área em que o empreendimento está sendo construído seria de interesse social.
As obras foram paralisadas em 30 de novembro do ano passado, e desde então cerca de 220 famílias alegam estar sem saber quando os imóveis, previstos inicialmente para serem entregues em 24 meses, serão concluídos.
A prefeitura moveu recurso, mas a Justiça mantém o loteamento suspenso.
A reportagem publicada no domingo mostrou a situação dos compradores, que divulgaram um comunicado coletivo no qual reclamam a falta de disposição da empresa em congelar o reajuste pelo INCC (Índice Nacional de Custo de Construção) e rescindir o contrato de aquisição sem multa.
Segundo o grupo, em transmissão ao vivo realizada na última quinta-feira (3), a empresa teria informado que os interessados em rescindir o contrato estariam sujeitos a multa contratual e que o reajuste do INCC seria aplicado.
Os imóveis comercializados pela Cataguá no Jardim Flamboyant custaram entre R$ 180 mil e R$ 240 mil, de acordo com o tamanho e localização do terreno.
As propriedades possuem de 55m² a 170m² de área construída, sendo o imóveis compostos por sala, cozinha, banheiro social e dois quartos, um deles suíte.
Segundo o secretário de Governo de Nova Odessa, Robson Fontes Paulo, as secretarias de Obras e Assuntos Jurídicos estão desenvolvendo uma alteração na Lei de Zoneamento só dessa parte, que deve passar pelo Conselho de Desenvolvimento Urbano nos próximos dias e depois será levada à Câmara para regularização.





