Empresário que morava no mesmo condomínio do ex-secretário está preso desde fevereiro
A delegada do Deic (Delegacia de Investigações Criminais) de Piracicaba, Juliana Ricci, responsável pela investigação do assassinato do ex-secretário de Governo de Nova Odessa, Marco Antonio Barion, o Russo, apresentou nesta quarta-feira (8) nova prova contra o acusado de participar do assassinato de Russo, o empresário P.S.S, de 52 anos, e frustrou a soltura do suspeito.
Isso porque a Justiça novaodessense havia decidido pela soltura do acusado no período da manhã. Mais tarde, porém, a delegada apresentou nova prova ao caso, fazendo com que o Judiciário mantivesse a prisão até manifestação do Ministério Público Estadual.
Em entrevista ao TODODIA, a delegada disse que trata o caso como encerrado, uma vez que há suspeito preso. Ela, no entanto, não forneceu mais detalhes.
Preso desde fevereiro, o empresário teve a prisão preventiva decretada em abril.
O suspeito havia sido preso temporariamente depois de uma operação do Deic no condomínio do suspeito, que é o mesmo onde Russo morava, no Jardim Marajoara, em Nova Odessa.
A Justiça apontou que o acusado tinha escrito em um caderno os dizeres “serviço do Uno” previsto para 7 de janeiro, 30 dias depois do assassinato. Russo foi executado com 13 tiros em 6 de dezembro do ano passado por uma dupla que fugiu em um Uno branco.
Documentos foram localizados no imóvel do empresário apontando que ele tinha participação em licitações, informação refutada pelo suspeito, que também teve encontradas conversas via celular supostamente se referindo a Russo como “cara que ia dar a obra para nós”.
Segundo a investigação, o empresário seria a pessoa que avisou que a vítima estaria saindo do condomínio para que os executores pudessem praticar o crime.
Câmeras de segurança revelam que o empresário deixou o condomínio com uma Toyota Hillux SW4 branca e aparece atrás do carro de Russo na hora do assassinato.
No dia da prisão do empresário, a polícia achou R$ 27 mil em dinheiro no apartamento dele. Ele nega participação na execução.
A defesa classificou a prisão como lamentável e que foi presa “a pessoa errada”.
“P. é inocente, não presta serviços à Prefeitura de Nova Odessa, aliás, ele sequer tem CNPJ no ramo de obras”, disse.





