quarta-feira, 22 abril 2026

Equipes investigam possível aparição de onça-parda em Nova Odessa

 Após informações de moradores, Defesa Civil e diretores da área de Meio Ambiente da prefeitura dizem não ter encontrado vestígios do felino, mas não descartam sua presença em área verde no limite com Sumaré

Técnicos visitaram área verde às margens das represas do Córrego Palmital na tarde desta quinta (Foto: Divulgação)

Alertadas por informações de populares, equipes da Defesa Civil, do Setor de Zoonoses e da Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Nova Odessa realizaram na tarde desta quinta-feira (4) uma vistoria em uma área de preservação ambiental permanente situada às margens das represas do Córrego Palmital, no limite com a vizinha Sumaré, em busca de sinais de uma possível onça-parda.

Segundo a prefeitura, nenhum vestígio do animal foi encontrado, mas a possibilidade não pode ser totalmente descartada, segundo os técnicos, por se tratar de um corredor verde com água corrente, mata ciliar além de animais que são normalmente presas da espécie, como capivaras e outros mamíferos menores.
Prefeitura e Coden lembram que, por se tratar de uma APP (Área de Preservação Ambiental Permanente), é terminantemente proibido caçar, pescar, nadar ou qualquer outra atividade de veraneio nas margens do lado de Nova Odessados reservatórios do Córrego Palmital, que é uma área de reflorestamento.
A orientação dos técnicos é para que as pessoas respeitem as proibições vigentes e não se aproximem da área, principalmente à noite, para nenhuma atividade – inclusive pelo risco de transmissão de febre maculosa pelo carrapato-estrela e também pelos riscos de afogamentos no reservatório, cuja água é eventualmente captada pela Coden Ambiental para tratamento e consumo humano.
“Apesar de não podermos descartar a presença de uma onça, até porque isso tem se tornado cada vez mais comuns em função do avanço da urbanização, não localizamos traços do animal. E, mesmo se a encontrarmos, não há nada que poderíamos fazer se o animal permanecer na APP, que é seu habitat natural. Por isso, a regra é: não entrar na área verde, não pescar e não caçar por ali, ainda mais à noite, que é o horário em que esta espécie caça”, afirmou a diretora de Meio Ambiente e bióloga Daniela Fávaro, ressaltando ainda ser muito comum que as pessoas confundam animais entre si, como cães grandes e capivaras.
“Mesmo que haja uma onça-parda ali, não tem o que fazer. É o habitat dela, que pode estar de passagem. Claro que, caso ela entre uma residência por exemplo, ai sim poderíamos atuar, fazer a captura correta e levá-la para uma área de mata maior em outra localidade. Vamos continuar monitorando essa suspeita. E o mais importante é que as pessoas não entrem nessa área em hipótese alguma, não só por conta da (possível) onça, porque é muito perigoso”, completou o coordenador da Defesa civil Vanderlei Wilians Vanag.

Mais placas de sinalização sobre estas proibições devem ser instaladas pela Prefeitura e Coden Ambiental no local. 

(Foto: Divulgação)

Receba as notícias do Todo Dia no seu e-mail
Captcha obrigatório

Veja Também

Veja Também