Sindicato que representa os mais de 1.500 servidores municipais da ativa na cidade fará assembleia na próxima semana para votar proposta, mas já prevê rejeição do índice
“Eu sou contrário a essa proposta, não concordo. Mas vou levar em assembleia. Vejo claramente que é possível melhor esse percentual. Vou cumprir à risca o rito, mas pela minha experiência de tantos anos discutindo o dissídio, vai ser recusado”, comentou Carmo.
De acordo com a prefeitura, o percentual apresentado foi definido com base em estudos financeiros sobre o impacto atual e futuro da folha de pagamentos nas receitas municipais, levando em conta o limite de comprometimento estabelecido pela LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). O ajuste de 10,18% nos salários dos funcionários públicos, diz a prefeitura, garante a reposição integral da inflação do último período de 12 meses.
“O que a lei determina é o que podemos fazer neste momento. Esta é a melhor proposta possível, e ela garante a reposição da inflação acumulada no período do meu mandato até aqui”, destacou Leitinho.
A proposta final é a retomada das negociações dentro de 180 dias, com um cenário econômico melhor definido.
Além da reposição integral das perdas inflacionárias do último “período aquisitivo”, a prefeitura garantiu também aos servidores um novo reajuste, agora de 17,56%, no cartão da cesta básica – além dos 10% já concedidos a partir de janeiro deste ano. A medida foi aprovada pelos vereadores da cidade na primeira sessão legislativa do ano, no último dia 7. Com a proposta do Executivo, apreciada em regime de urgência, os funcionários passaram a receber R$ 552,89, cerca de R$ 50 a mais que o valor pago até dezembro, de R$ 502,63. Com o novo percentual, o benefício passaria a ser, aproximadamente, R$ 650.
“Eu vejo com bons olhos que houve avanços, algumas coisas no longo prazo podem ser positivas para o servidor, mas ficamos dois anos sem reajuste nenhum. A gente espera que o prefeito possa reconsiderar, caso haja a rejeição”, afirmou Carmo.





