Presidente do SSPMano, Adriano do Carmo Rosa, foi ouvido na sede do Deinter-9 e agora deve se reunir com representantes do Gaeco
O presidente do SSPMano (Sindicado dos Servidores Públicos Municipais de Nova Odessa), Adriano do Carmo Rosa, deve se reunir com representantes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do MP-SP (Ministério Público) do estado de São Paulo para ser ouvido sobre as denúncias em que relaciona irregularidades em contratos e licitações à morte do ex-secretário de Governo de Nova Odessa, o sociólogo Marco Antônio Barion, o Russo.
Na última terça-feira (1º) o sindicalista prestou depoimento sobre o assassinato de Russo na sede do Deinter-9 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior), em Piracicaba.
“Vou me manifestar depois que conversar com o Gaeco. Acho que pude ajudar de alguma forma (no depoimento ao Deinter), levando informações. Estou aqui para esclarecer o que puder”, afirmou Carmo.
As convocações aconteceram depois que o sindicalista fez uma transmissão em que o sindicalista associar o assassinato de Russo a fraudes nos processos licitatórios.
“Muitas coisas que aconteceram, inclusive a morte dele (Russo), está ligado a isso (processos de licitação). As licitações e contratos que estou falando há tempo e isso reflete nos servidores e na população em geral. Não dá para se ter uma licitação séria em qualquer área enquanto não se definir o que aconteceu com a morte do secretário, enquanto não se elucidar isso. Esse é o fio da meada”, disse Carmo durante a transmissão.
Russo, que tinha 52 anos, foi assassinado a tiros na manhã do dia 6 de dezembro, dentro de seu carro, em frente a um condomínio no bairro Marajoara, em Nova Odessa. Ao menos treze tiros foram identificados. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de crime político.
Em entrevista ao TODODIA dia 30 de dezembro, a viúva do sociólogo, Talita Monção, afirmou que Russo havia sofrido ameaças cerca de nove meses antes do assassinato. Segundo Talita, o ex-secretário teve um revólver encostado contra a barriga no estacionamento da prefeitura e foi avisado para “não mexer” em contrato, supostamente da administração.






