terça-feira, 21 abril 2026

Viúva de Russo diz ter ficado surpresa com prisão de vizinho por envolvimento em execução

Talita Monção falou não se lembrar de qualquer contato com empresário do ramo de asfalto preso acusado de participar do crime  

Casal | Talita Monção e o marido Russo, morto em Nova Odessa (Foto: Reprodução/ Facebook)

Viúva do sociólogo Marco Antônio Barion, o Russo, ex-secretário de Governo de Nova Odessa, assassinado em dezembro do ano passado quando saía de casa, Talita Monção, 29, diz ter ficado surpresa em saber que um dos suspeitos envolvidos na execução do marido era vizinho de condomínio deles. “Não passava pela minha cabeça de forma alguma”, afirmou à reportagem do TODODIA.

Ela comenta não se lembrar de ter tido qualquer tipo de contato com o empresário do ramo do asfalto, de 52 anos, preso temporariamente na manhã desta segunda-feira (21) por policiais da Deic (Delegacia Especial de Investigações Criminais) de Piracicaba.

Segundo a Polícia, o acusado teria avisado os assassinos de Russo o horário que o ex-secretário deixaria o imóvel na manhã do dia 6 de dezembro, quando foi assassinado com 13 tiros. O nome do acusado ainda não foi revelado pela Polícia, nem a motivação para o crime.

De acordo com as investigações, Russo e o empresário se conheciam.

“Ele (o empresário preso) tem um perfil muito comum. Posso ter visto ele sim, por que nossas garagens eram meio paralelas. Tenho a sensação de já ter visto, mas nunca tive nenhum tipo de conversa ou contato”, afirma Talita, que se mudou do condomínio três dias depois do crime.

Talita comenta ainda que a prisão renovou as esperanças de que o crime seja solucionado em breve. “Por ter sido um crime daquela maneira que foi, no início não tinha tanta esperança que se descobrisse quem eram os assassinos, mas (estou) feliz que a investigação avançou. Senti um mix de sensações porque se revive tudo de novo. Mas a família precisa de respostas e a polícia tem realizado um ótimo trabalho com as investigações.”

A Deic (Delegacia Especial de Investigações Criminais) de Piracicaba descobriu que o empresário agiu de forma estranha segundo as imagens do circuito interno do condomínio onde Russo morava. “Ele seria a pessoa que avisou que a vítima estaria saindo do condomínio para que os executores pudessem praticar o crime”, disse a delegada da Deic, Juliana Ricci, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (21).

O empresário foi indiciado por homicídio e teve a prisão temporária por 30 dias expedida.

Imagens captadas por câmeras de segurança próximas ao local da execução mostram que o empresário sai com uma Toyota Hillux SW4 branca, que aparece atrás do carro do secretário no momento em que ele era morto, em frente ao condomínio. “Ele (empresário) ameaça sair do carro várias vezes do condomínio até que ele sai após a saída do carro do secretário, inclusive chega a dar marcha a ré” explica a delegada.

Em seu apartamento, a Polícia encontrou cerca de R$ 27 mil em dinheiro. O investigado informou que o dinheiro seria do recebimento de uma venda. Em uma segunda visita no imóvel, a Polícia localizou e apreendeu mais R$ 17 mil, quantia que ele não soube explicar a origem.

Além do utilitário, os policiais encontraram outro automóvel de luxo com o empresário. A Polícia apreendeu dois celulares e uma agenda com anotações pessoais do investigado, além de um tablet. Todo o material será periciado.

A delegada explicou que as investigações ainda não localizaram o Fiat Uno utilizado pelos executores da vítima, nem os autores do crime. “O automóvel tinha placa de um outro veículo que foi extraviado em Campinas em fevereiro do ano passado”, disse.

Talita repudia declarações de sindicalista
Talita Monção, viúva do ex-secretário de Governo de Nova Odessa, Marco Antônio Barion, o Russo, diz repudiar as declarações do presidente do SSPMANO (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Nova Odessa), Adriano do Carmo Rosa, que associou a morte de Russo com supostas fraudes e irregularidades em licitações. “Não concordo com as declarações e, inclusive, repudio cada uma delas”, disse Talita.

No último dia 1º, o sindicalista prestou depoimento sobre o crime na sede do Deinter-9 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 9), em Piracicaba.

Ele deve se reunir com representantes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do MP-SP (Ministério Público) para ser ouvido sobre as denúncias. Ainda não há uma data definida.

Receba as notícias do Todo Dia no seu e-mail
Captcha obrigatório

Veja Também

Veja Também