Operação caça acusados de furto de combustíveis em dutos da Petrobras

Polícia cumpre mandados em Americana, Nova Odessa e outras cidades da região e prende homem considerado líder de quadrilha

A Polícia Civil de Campinas deflagrou ontem uma operação contra o furto de combustíveis dos dutos da Petrobras em Campinas, Americana, Nova Odessa e Cosmópolis. Uma pessoa foi presa e cinco estão foragidas.

De acordo com o delegado Leonardo Burger, do 11º DP (Distrito Policial) de Campinas, a operação prendeu em Cosmópolis um homem, não identificado, que seria o chefe da organização criminosa. “Foi ele quem determinou os furtos nos dutos aqui em Campinas”, disse.

O delegado explicou que a investigação teve início em junho, depois da prisão de dois homens por furto de combustível, no Jardim Londres, em Campinas. Na sequência, os agentes encontraram outro local, no Jardim Nossa Senhora de Lourdes, onde o mesmo crime vinha sendo cometido. “Eles furtavam combustível depois de alugar uma casa, fazer um túnel e acessar o duto (da Petrobras)”, explicou.

A Polícia Civil cumpriu 11 mandados de busca e apreensão ontem em imóveis de Campinas, Cosmópolis, Americana, Nova Odessa a Artur Nogueira. Dos seis mandados de prisão, apenas um foi cumprido. Os outros cinco alvos são considerados foragidos. Um deles seria de Americana, segundo Burguer.

GALPÃO

A Polícia Civil encontrou um galpão em Cosmópolis que funcionava como um entreposto para armazenar o combustível. “Depois de ter furtado o combustível, eles carregavam para esse local e armazenavam em tanques que estavam enterrados no terreno”, disse o delegado.

O delegado afirmou que a quadrilha age há bastante tempo, mas não soube estimar o prejuízo causado à Petrobras. Garantiu apenas que é “muito grande”. Segundo a Polícia Civil, a investigação continua.

A Petrobras informou, em nota, que é vítima de ações criminosas de furto de óleo e derivados e colabora com o Ministério Público e a Polícia Civil nas investigações. “A maior preocupação da companhia é a segurança das famílias vizinhas às instalações, pois intervenções criminosas podem trazer riscos para a comunidade”.

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