segunda-feira, 16 fevereiro 2026
ANGÚSTIA

Paciente internada há quase duas semanas em Nova Odessa segue sem diagnóstico e aguarda transferência para a Unicamp

Os primeiros sinais da doença surgiram ainda no ano passado. Manchas escuras começaram a aparecer pelo corpo e, com o passar do tempo, o quadro evoluiu, atingindo principalmente os pés
Por
Diego Rodrigues

A família de Maria Helena de Ramos Santos vive dias de angústia e incerteza. Ela está internada no Hospital Municipal de Nova Odessa há quase duas semanas e, até o momento, não recebeu um diagnóstico conclusivo. Segundo os familiares, mesmo após diversos exames e avaliações de diferentes médicos, ainda não há uma definição clara sobre o que está causando o agravamento do quadro clínico.

Os primeiros sinais da doença surgiram ainda no ano passado. Manchas escuras começaram a aparecer pelo corpo e, com o passar do tempo, o quadro evoluiu, atingindo principalmente os pés. Um deles teve a ponta escurecida, surgiram bolhas e a situação se agravou com infecção. Desde então, a família enfrenta uma corrida contra o tempo em busca de respostas e de um tratamento adequado.

A família também relata que chegou a buscar atendimento particular diante da falta de definição do quadro. Foto: Arquivo/TV TODODIA

“A gente ainda não sabe exatamente o que a minha mãe tem. Estamos em busca de um diagnóstico. Ela ficou internada aqui por 13 dias e, mesmo assim, não conseguiram descobrir o problema. Disseram que tinham conseguido uma cirurgia e liberaram ela para ir para casa. Só que o pior problema, que é o pé dela, começou a infeccionar e ela precisou voltar. Agora está internada novamente e a gente ainda não conseguiu um diagnóstico”, afirma o filho dela, o cabeleireiro Diego Ramos.

Hipóteses divergentes
Durante as internações, diferentes hipóteses foram levantadas. Médicos mencionaram suspeitas que vão desde trombose e leucemia até possíveis cânceres no pulmão ou no baço. No entanto, segundo a família, não há consenso entre os profissionais, e as condutas médicas teriam mudado ao longo do atendimento.

“Teve médico que falou em trombose. Outro disse que pode ser leucemia. Outro levantou suspeita de câncer no pulmão. Também falaram em câncer no baço, com necessidade de retirada do órgão. Mas não há consenso entre os médicos. Um prescreve um medicamento, o outro suspende. Por enquanto, ela está tratando apenas os sintomas, mas a causa do problema ainda não foi descoberta”, relata Diego Ramos.

À espera de transferência
Enquanto a paciente permanece internada, a família aguarda uma vaga pelo sistema Cross para transferência à Unicamp, onde espera que uma equipe maior possa fechar o diagnóstico. “Ela está aguardando uma vaga pelo Cross para a Unicamp. A gente acredita que, com uma equipe maior, eles possam chegar a um diagnóstico. Estamos vivendo nesse dilema, tentando descobrir o que ela tem, mas tudo está muito devagar”, diz o filho.

Atendimento particular
A família também relata que chegou a buscar atendimento particular diante da falta de definição do quadro. “Um médico chegou a dizer que não havia mais o que fazer. Nós não aceitamos e pagamos um oncologista particular. Ele solicitou uma biópsia e prescreveu plasma e bolsa de sangue. Mas quando chegava aqui no hospital, o plasma e a bolsa eram negados. A gente não sabe por quê”, afirma Diego Ramos.

Posicionamento oficial
A Prefeitura de Nova Odessa informou, por meio de nota, que detalhes sobre o quadro clínico e o tratamento da paciente são protegidos por sigilo médico e não podem ser divulgados à imprensa. Sobre a transferência, o Município esclareceu que a regulação de vagas é feita pela CROSS, órgão do Governo do Estado, e que não interfere na definição de destino ou prazos. A administração também afirmou que o hospital segue os protocolos do SUS e as normas legais vigentes.

A reportagem também procurou a Secretaria de Estado da Saúde, mas até o momento não obteve retorno.

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