segunda-feira, 4 março 2024
INFRAESTRUTURA

Padilha visita Sumaré e anuncia obra do PAC

Em evento com presença de moradores do Vila Soma, ministro anuncia benfeitorias
Por
Danilo Bueno

A tarde deste sábado foi marcada por felicidade dos moradores da Vila Soma, em Sumaré. Em evento agendado pelo Poder Executivo Municipal, que contou com a presença de políticos locais e também de cidades da região, a tão aguardada obra para a chegada da águia encanada teve início. O evento foi comandado pelo vereador William Souza (PT), que foi o mestre de cerimônias. Antiga liderança do bairro, Souza lutava pela regularização da ocupação e acompanhou de muito perto todas as conquistas da comunidade.

Durante sua fala, Souza relembrou os tempos de ativismo com os moradores da Vila Soma: “Esses dias até publicaram um vídeo meu, que eu estava liderando ali com um monte de enxada, à porta da Vila Soma, uma resistência, e o pessoal falando assim “Olha esse cara, olha o jeito, tal”. Menino, mas como é bom! Porque naquela época eu precisava pegar uma enxada, gritar, fazer bagunça pra ser ouvido”, lembrou emocionado.

“[Quero] dizer à população da Vila Soma que valeu a pena a luta, que valeu a pena tudo isso. As famílias aqui estão sofrendo com a falta de água, pegando água de caminhão-pipa, muitas crianças com diarreia, muitas crianças com febre. A febre tifoide, o senhor que é ministro, que é médico, sabe, a Dra. Luciana está aqui preocupadíssima com essa questão”, enfatizou em sua fala o vereador William Souza.

O líder comunitário Edson Gorgiano da Silva, mais conhecido como Edinho, falou com a reportagem da Rede TODODIA sobre este momento vivido pela comunidade. “É muito gratificante, é uma emoção muito grande para mim, como coordenador, que estou aqui desde o começo. Imaginem para as famílias que estão aqui lutando, que a gente hoje não tem água encanada, pegamos água na caixa, aquela senhora, o senhorzinho que tem a dificuldade. Então, é um sonho sendo realizado uma água adequada, que são direito nosso. Ainda tem mais para lutar. Temos que correr atrás de escola, posto de saúde, creche para as crianças, o asfalto.”

O prefeito Luiz Dalben lembrou do tratamento marginal dado às famílias moradoras do bairro à época da ocupação: “àquela época o governo municipal não recebia nem para diálogo o pessoal que era ocupante aqui da área. Hoje a gente enquadrou como ‘reurbe’, então elas estão sendo regularizadas e ainda na semana que vem já vamos fazer o título de regularização de 400 famílias, das 2.600 que aqui tem. E agora, saneamento básico chegando, água encanada, a energia já chegou, trazendo dignidade para as famílias que agora tem um endereço fixo. Não precisa mais mentir o endereço para fazer um emprego, qualquer lugar. A hora que você vai fazer carteira de trabalho, por vezes a pessoa falava que eu morava na ocupação Vila Soma, ela não era contratada por puro preconceito, agora não. Agora isso aqui é um bairro, o bairro Vila Soma”, enfatizou o prefeito.

E além do início das obras de instalação da rede hidráulica de água potável, que alegrou a população presente, um anúncio “surpresa” feito pelo ministro de Relações Institucionais trouxe uma dose extra de contentamento pois foi assumido o compromisso da pavimentação asfáltica, além da macrodrenagem e microdrenagem, obras necessárias para a implantação de infraestrutura.

“Nós estamos felizes com o que está acontecendo hoje, mas nós vamos ajudar cada vez mais. Por isso, prefeito, eu também quero te convidar para essa semana vocês irem lá em Brasília, para a gente protocolar, já deixar o documento de uma ação que o governo federal quer fazer aqui, para a gente garantir não só água, esgoto, mas drenagem, asfalto e infraestrutura para Vila Soma. Para que a gente possa juntos dar mais um passo de dignidade aqui para Vila Soma”, anunciou o ministro Padilha durante o evento.

Foto: Lorenna Gasparotte / Rede TODODIA

Entrevista coletiva

Como era de se esperar, Padilha foi questionado sobre o veto que o Presidente Lula impôs ao projeto de lei que renovava a desoneração da folha de pagamento dos setores econômicos que tem maior geração de emprego, no país.

Segundo o ministro, o governo tem interesse em apoiar, ter regras que mantenham e ampliem os empregos nesses setores econômicos, entretanto o governo federal busca por um ambiente econômico de equilíbrio orçamentário, de estabilidade econômica, de trajetória de queda da taxa de juros e ampliação dos empregos. Mas, o veto teria vindo por haver vício de inconstitucionalidade por não indicar a fonte originária de receita, contudo, de acordo com Padilha, o ministro Fernandes vai montar a mesa com os 17 setores econômicos para se construir uma proposta que seja “juridicamente defensável”.

A Rede TODODIA também perguntou ao ministro sobre a recente fala de Lula que dizia não ser tão importante perseguir o déficit fiscal zero, mas que era aceitável algum déficit que assim possibilitasse haver investimentos em pontos cruciais , por exemplo, no PAC, em obras de infraestrutura e o quanto essa dissonância entre o marco fiscal e os desejos do presidente atrapalhariam esses investimento.

“O novo marco fiscal é uma regra que dá estabilidade econômica para o país, contribui para a queda da taxa de juros no país. Isso faz com que você tenha a organização do orçamento público que permitiu que a gente lançasse o novo PAC. Já começamos a primeira etapa do Minha Casa Minha Vida. Algumas cidades da região, são mais de 1.700 casas aqui na região metropolitana de Campinas, já foram contempladas a primeira etapa. Teremos outras etapas do Minha Casa Minha Vida, como dos projetos do novo PAC, na área da saúde, da educação, investimento em infraestrutura. Anunciamos aqui em Sumaré, investimento para a drenagem e infraestrutura dessa região do Vila Soma. Esse é investimento federal, do governo federal do presidente Lula, para a estrutura das cidades”, afirmou.

Outro questionamento realizado foi quanto a queda de braço que governo federal tem tido com o congresso nacional, que gerou desentendimentos e algumas decepções de ambos lados e no quanto isso poderia atrapalhar na busca por investimentos e no andamento das reformas.

“Tudo o que o governo federal precisou aprovar no Congresso Nacional nesse ano, nós conseguimos. Os projetos que reequilibravam a economia do país, como a reforma tributária, o novo marco fiscal, o CARF, a organização do orçamento público, as medidas de justiça tributária, de combater a sonegação de impostos, a retomada dos programas sociais, como Minha Casa Minha Vida, o Mais Médicos, o Bolsa Família, o reposicionamento do Brasil no mundo, como agora o acordo de entrada no Mercosul, da Bolívia, ou seja, tudo o que era necessário ser aprovado no Congresso Nacional, nós conseguimos e acreditamos que vamos concluir essas aprovações até o final do ano”, finalizou.

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