Quarta, 17 Agosto 2022

Pedidos de seguro-desemprego disparam na Região

Pedidos de seguro-desemprego disparam na Região

Os pedidos de seguro-desemprego em cinco cidades da Região dispararam em maio. Juntas, Americana, Hortolândia, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Su

Os pedidos de seguro-desemprego em cinco cidades da Região dispararam em maio. Juntas, Americana, Hortolândia, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré tiveram um aumento de 58,46% no número de protocolos em maio deste ano em relação a maio de 2019. 

No mês passado, foram protocolados 5.627 pedidos ante 3.551 de maio de 2019. O maior percentual de aumento foi em Nova Odessa: 108,30%, saltando de 313 pedidos em 2019 para 652, em 2020. 

Na sequência vêm Americana, com aumento de 72,94% (de 1.083 para 1.873), Santa Bárbara, com aumento de 61,40% (de 671 para 1.083), Sumaré, com 41,48% de aumento (846 para 1.197) e Hortolândia, com aumento de 28,84% (de 638 para 822). 


COM CARTEIRA 

Os dados são do Ministério da Economia e mostram apenas os reflexos no mercado de trabalho com carteira assinada. 

Ao contrário do ano passado, neste ano a maior parte dos pedidos é feita pela internet, porque o atendimento presencial foi suspenso por causa dos riscos de transmissão do novo coronavírus. Os desempregados têm que fazer os pedidos pela internet, no site https://empregabrasil.mte.gov.br. 

Esse aumento é apontado por economistas como reflexo da pandemia do coronavírus, que contribuiu para a desaceleração da economia, redução do faturamento das empresas e queda no consumo, que desembocaram nas demissões. 


ANÁLISE 

O professor de Economia da IBE (Institute Business Education), conveniada FGV (Fundação Getúlio Vargas), Anderson Pellegrino, doutorando em desenvolvimento econômico, informou que esses números são reflexo da desaceleração econômica. O comércio está parado e reduz os pedidos às indústrias, o que resulta na queda da receita das empresas e do trabalhador. 

“Podemos associar esse aumento expressivo do desemprego aos efeitos da pandemia sobre a atividade econômica, seja pelo choque de oferta, seja pela queda no consumo, mas, repito, ocasionando redução na receita das empresas, o que leva, lamentavelmente, à busca de cortes na estrutura de custos, o que acaba significando demissões”, disse Pellegrino. 

Professora extensionista do Observatório PUC-Campinas, a economista Eliane Rosandiski informou que os dados do Ministério da Economia demonstram que entre 43% e 46% dos demitidos em São Paulo entram com pedido de seguro-desemprego.  

No caso dos cinco municípios da Região, a economista da PUC-Campinas estima que esse percentual gira em torno de 40% a 50%. 

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