A pesquisa anual de preços de materiais escolares realizada pelo Procon-SP identificou variações expressivas nos valores cobrados por um mesmo produto em estabelecimentos de Campinas. O levantamento, feito em dezembro, mostrou que a diferença de preços pode ultrapassar 150%, a depender do local de compra.
A maior variação foi registrada no preço da borracha Record 20 Branca. Em um dos estabelecimentos pesquisados, o item era vendido por R$ 1,00, enquanto em outro chegava a R$ 2,50, representando uma diferença de 150%.

Segundo o diretor do Procon Americana, Estevão Luis Cardoso Pavan, os dados reforçam a importância da pesquisa antes da compra. Ele destaca que comparar valores ajuda o consumidor a identificar se o preço praticado está adequado e pode evitar gastos desnecessários. Também aponta a compra coletiva, com grupos de pais negociando descontos, como alternativa para reduzir custos.
Embora se trate de um produto de baixo valor unitário, o Procon-SP alerta que essas diferenças, quando somadas ao longo de toda a lista de material escolar, podem gerar impacto significativo no orçamento familiar, especialmente no início do ano letivo.
Impacto no orçamento e comparação de preços
Outro dado do levantamento indica que, dos 78 itens analisados, 37 apresentaram variação superior a 50% entre os estabelecimentos visitados. O resultado reforça a orientação para os consumidores pesquisarem preços, comparem opções e avaliem o reaproveitamento de materiais que ainda estejam em boas condições de uso.
Segundo o Procon-SP, a pesquisa visa oferecer referências de preços praticados no mercado, como valores mínimos, máximos e médios, auxiliando o consumidor a tomar decisões mais conscientes.
Detalhes da pesquisa
O levantamento foi realizado por especialistas do núcleo regional do Procon-SP em Campinas e incluiu itens comuns nas listas escolares, como apontador de lápis, borracha, cadernos, canetas esferográficas e hidrográficas, colas, giz de cera, lápis de cor, lápis preto, marca-texto, massa de modelar, papel sulfite, régua e tinta para pintura a dedo.
Ao todo, foram comparados os preços de 78 produtos. A coleta ocorreu nos dias 15 e 16 de dezembro, em seis estabelecimentos comerciais do município.
Capital e outras regiões
Além de Campinas, o Procon-SP também realizou pesquisas na Capital e nos núcleos regionais da Baixada Santista, Bauru, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba.
Em todas as cidades analisadas, foram identificadas diferenças relevantes de preços. Na Capital paulista, a maior variação chegou a quase 277%, no valor da caneta esferográfica Trilux, da Faber Castell, encontrada por R$ 1,30 em um local e por R$ 4,90 em outro.
Orientações ao consumidor
O Procon-SP orienta que o consumidor verifique previamente quais itens da lista escolar já possui em casa e se estão em condições de uso. A troca de livros didáticos entre alunos e o reaproveitamento de materiais de irmãos mais velhos também são apontados como formas de economizar.
O órgão recomenda atenção às condições de pagamento, já que alguns estabelecimentos praticam preços diferentes conforme a forma escolhida, como dinheiro, Pix, débito ou crédito. Em compras on-line, é importante conferir se o site é seguro e se os dados da empresa, como o CNPJ, correspondem à loja onde a compra foi realizada.
Por fim, o Procon-SP lembra que as escolas não podem exigir a compra de materiais de uso coletivo, como itens de escritório, higiene ou limpeza, conforme determina a Lei nº 12.886, de 26 de novembro de 2013. Também destaca que todo produto tem garantia legal de 90 dias em caso de defeito e que, nas compras presenciais, a troca por arrependimento depende da política de cada estabelecimento.





