sábado, 20 abril 2024
IBGE ERROU?

Prefeito da RMC questiona dados do IBGE

Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (28), crescimento habitacional na cidade da Região Metropolitana de Campinas foi de apenas 1,85%
Por
Henrique Fernandes
Foto: Reprodução

O prefeito de Santa Bárbara d’Oeste Rafael Piovezan (MDB) questiona os dados divulgados, nesta quarta-feira (28), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


O levantamento do Censo 2022 aponta que a cidade somou apenas 3,3 mil habitantes no período de 12 anos, ou seja, um crescimento de apenas 1,85% desde a última pesquisa realizada em 2010. De acordo com o levantamento, o número de habitantes no município passou de 180.009 para 183.347.


O prefeito Rafael Piovezan se reuniu com o presidente do IBGE, Cimar Azeredo Pereira, onde expôs o desenvolvimento do município verificado na última década. “O presidente do órgão se comprometeu a disponibilizar todos os esforços para que os dados do novo Censo reflitam de fato a realidade do município”, informou a assessoria de imprensa.


Santa Bárbara d’Oeste é a cidade da região com menor crescimento. Embora tenham sido criadas várias unidades habitacionais no município ao longo de uma década, seja pelo Governo ou por iniciativa privada, sendo assim, o número do IBGE não traduz a realidade de quem percorre as Avenidas e Bairros da cidade.


Na mesma linha, o vereador Carlos Fontes (União Brasil) também questiona o levantamento do IBGE e disse que vai protocolar um ofício solicitando que a prefeitura recorra à Justiça para a recontagem. “Eu recebo com bastante decepção e indignação os dados do IBGE porque eu tenho uma tabela na região. Na prévia de 2021, Santa Bárbara d’Oeste tinha 183.447 e agora 183.347. Segundo o Censo, nós diminuímos 100 pessoas. Como pode?”, questiona o parlamentar.


Segundo Fontes, o município tem mais 76 mil hidrômetros instalados na cidade. De acordo com o Censo 2022, existe uma média de 2,77 moradores por residência e, multiplicando esses números, a população seria de 210 mil habitantes.


“Ninguém está fazendo filho na cidade? Estão usando contraceptivo? Não dá pra engolir esses números. A gente deixa de receber repasse nas áreas da Saúde, Segurança. É só você andar pela cidade o que tem de empreendimentos verticais e horizontais”, disse.

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