Os vereadores rejeitaram ontem um Projeto de Resolução de autoria do tucano Thiago Brochi, que previa o desconto de 15% – equivalente a R$ 1,2 mil – na remuneração dos vereadores que se ausentassem do plenário no momento das votações. De acordo com o autor esse artifício é usado pelos colegas para evitarem se comprometer com algum assunto ou como manobra. No entanto, o projeto foi rejeitado por 10 votos.
De acordo com o projeto, o valor seria descontado em cada sessão em que a ausência fosse constatada. “É fato notório que, infelizmente, há alguns vereadores que abandonam o plenário como manobra para não declararem seu voto perante a votação de um ou mais projetos de lei polêmicos, com o intuito de não se comprometerem com parte da população ou com o próprio Poder Executivo”, traz trecho da justificativa da propositura.
Brochi disse que a intenção era botar ordem na casa. “Eu acompanho lá de cima, como primeiro secretário, as fugidinhas e quis fazer uma punição aos vereadores. Achei que o projeto podia ser votado por unanimidade. Não é a ferro e a fogo. O vereador que tivesse justificativa não seria penalizado”, falou.
Ele lembrou que é obrigação do parlamentar estar na Casa toda quinta-feira e participar das votações. “Quando você mexe no bolso do vereador ele fica preocupado. Vereador aqui na Casa adora fazer projeto que venha a penalizar as pessoas que jogam lixo na rua, desperdício de água, quem para não sei aonde, aí coloca multa alta para penalizar porque só assim a pessoa entende. Mas quando é com ele acabou de ser provado aqui que não querem essa cobrança para cima deles. Saio decepcionado daqui hoje”, declarou.