Superada a fase mais difícil da pandemia, a economia dá sinais claros de reação. Mesmo diante de um cenário que ainda é adverso – com vendas baixas e retomada gradativa das atividades -, o Estado de São Paulo registrou em agosto recorde histórico de empresas abertas em um único mês. Foram 22.825 empreendimentos. E a região contribui com a notícia positiva. Juntas, as cidades de Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa, Sumaré e Hortolândia ganharam 328 novos empreendimentos.
Só Americana abriu 118 novas empresas. Foram 41 em Santa Bárbara d’Oeste, 85 em Sumaré, 23 em Nova Odessa e 61 em Hortolândia.
Os números foram divulgados à reportagem do TodoDia pela direção da Jucesp (Junta Comercial do Estado der São Paulo), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia.
O resultado mensal não é apenas o melhor do ano: agosto também registrou o maior saldo líquido do ano, com saldo de 11.614 negócios (diferença entre os empreendimentos abertos e os fechados).
Nos cinco municípios da região – onde foram fechadas 232 empresas – o saldo positivo foi de 96.
E o otimismo com a reação da economia se justifica. Agosto registrou a quarta alta seguida no número de abertura de empresa em São Paulo. Desde abril, é perceptível a desaceleração da crise provocada pela pandemia.
“Este é o resultado do empenho de todos os setores na retomada. Estamos focados em gerar empregos e facilitar a criação de novos negócios. São essas iniciativas que visam estimular novos empreendedores e a economia”, disse a titular da pasta, Patrícia Ellen da Silva.
“Estamos passando por um período de migração e de adequação de empresas dentro da nova realidade. Mais empresas e menores. Mais ágeis e menos morosas. Mais virtuais e digitais e com espaços físicos menores e atividades e funções delegados a outras parceiras. Está havendo uma desconcentração de atividades no mercado”, avalia Wagner Armbruster, presidente da Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana).
FACILIDADES
A Jucesp dispensou o pagamento da tarifa para abertura de novas empresas no Estado, na tentativa de atenuar os impactos econômicos da pandemia.
E, naturalmente, muita gente optou por abrir o próprio negócio por conta da redução de vagas no mercado de trabalho.
Nada, no entanto, que apague o brilho do resultado. “O Estado de São Paulo tem força para se reinventar e superar as mazelas provocadas pela doença. Os números denotam resiliência”, afirmou o presidente da Jucesp, Walter Ihoshi.