Além de Americana, manifestações contra governo Bolsonaro estão marcadas em Limeira, Campinas e Piracicaba
Manifestantes ligadas a movimentos populares, centrais sindicais e partidos de oposição estão programando se reunir a partir das 9h30 na Praça Luis Boni, no Jardim Ipiranga. Entre as pautas do protesto estão novamente o pedido de impeachment de Bolsonaro, além de mais vacinas e alimentação.
O terceiro ato nacional pelo “Fora, Bolsonaro” tinha sido confirmado, até ontem, em 261 cidades do Brasil e também no exterior, segundo informações de um levantamento feito pelas frentes “Brasil Popular e Povo Sem Medo”, ligada a partidos de esquerda, que estão à frente da mobilização.
Além de Americana, na região também foram marcadas manifestações ao menos nas cidades de Campinas (Largo do Rosário, a partir de 10h), Jaguariúna (Praça Umbelina Bueno, também a partir das 10h), Limeira (Av. Maestro Xixirri, às 9h30), Paulínia (Centro ao lado da Igreja São Bento às 9h), Piracicaba (no Mercadão Municipal às 9h), Rio Claro (Jardim Público às 15h) e Vinhedo (Praça Sant’Anna às 11h).
Os protestos são uma sequência aos de 29 de maio e 19 de junho, que demonstraram crescente insatisfação popular com o governo federal, principalmente na gestão da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
Os protestos haviam sido convocadas para o dia 23 de julho, mas as denúncias de corrupção e propina na compra de vacinas por parte do governo federal acabaram por antecipar a mobilização para este sábado.
Outro fator foi o “superpedido” de impeachment protocolado na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (30), por deputados, líderes de partidos políticos de oposição e integrantes de movimentos e organizações sociais de várias vertentes. O documento agrega 23 tipos penais que teriam sido cometidos pelo presidente.
A organização do protesto afirma ser fundamental comparecer apenas a manifestações em locais abertos e bem ventilados e evitar, ao máximo, a formação de aglomerações. Mesmo ao ar livre, o uso de máscaras é obrigatório.
Com mais de 500 mil mortes por Covid-19 no país, os protestos mantêm as reivindicações de maior investimento no SUS (Sistema Único de Saúde), garantia de leitos e insumos, aceleração da vacinação, auxílio emergencial de R$ 600 e políticas para manutenção de salários, além de apoio a pequenas e médias empresas.





