Em média, moradores de 7 cidades recolhem, juntos, R$ 89 por minuto
Moradores de Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa, Sumaré, Hortolândia, Paulínia e Monte Mor já desembolsaram, juntos, entre o dia primeiro de janeiro até a última sexta-feira (12), R$ 963,6 milhões exclusivamente com o pagamento de impostos de natureza municipal, estadual e federal. Em média, são R$ 3 milhões por dia, R$ 128,6 mil por hora ou R$ 89,3 a cada minuto, pagos para sustentar a máquina pública.
Segundo a plataforma, os americanenses arcaram neste ano com R$ 212,9 milhões em impostos, o equivalente a R$ 905 por habitante.
A marca dos R$ 2 trilhões no país foi atingida em 13 de outubro. Em 2020, este valor foi registrado no dia 22 de dezembro, o que significa que os brasileiros estão pagando mais impostos neste ano.
Essa montanha de dinheiro compreende o pagamento de diversos impostos, desde o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), IPVA (Imposto Sobre a Propriedade de Veículo Automotor) a taxas de trânsito, Imposto de Renda, Previdência, entre tantos outros.
O levantamento é produzido com base em dados da Receita Federal, Secretaria do Tesouro Nacional, Caixa Econômica Federal, TCU (Tribunal de Contas da União) e IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Economista do Observatório da PUC-Campinas, Eliane Rosandiski salienta que a classe média é a faixa social que mais tem sentido o peso dos impostos e da inflação.
“A classe média está pagando mais caro pelos serviços de modo geral e também está pagando mais impostos porque paga Imposto de Renda e os impostos pelos serviços que consome. Quem está pagando mais é o consumidor lá na ponta”, disse.
A economista explicou que, com a alta na arrecadação das três esferas de governo, o poder público deve concentrar esforços e criar políticas compensatórias, especialmente para a população de baixa renda.
“Os recursos estão mais altos e agora depende de como o poder público irá direcionar esses recursos que entram. Esses impostos dão poder a estados e municípios para fazer políticas compensatórias e dar suporte à população que está passando fome com a alta dos preços”, pontuou.





