Terça, 09 Agosto 2022

Registro de estupro cresce 29% em setembro na RMC

Registro de estupro cresce 29% em setembro na RMC

O número de estupros registrados nas cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) teve alta de quase 29,1% no mês de setembro, em comparação com
O número de estupros registrados nas cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) teve alta de quase 29,1% no mês de setembro, em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 62 casos registrados no período, contra 48 em setembro de 2017, segundo dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado).

Depois de Campinas, na RMC as cidades de Sumaré e Hortolândia são as que tiveram mais registros desse tipo de crime. Mas a maior variação percentual foi em Americana, onde houve cinco casos registrados em setembro deste ano, contra apenas um no mesmo mês de 2017.

O comparativo de dados entre setembro de 2017 e de 2018 também aponta crescimento em Sumaré, de oito para nove estupros registrados; Paulínia saiu de um para três casos, enquanto em Indaiatuba houve cinco estupros, contra três em setembro do ano anterior.

Campinas viu o número de casos aumentar de 14 para 18. Cosmópolis e Nova Odessa, de nenhum caso em 2017, registraram um cada em setembro deste ano. O relatório mostra a redução de notificações de estupro em Hortolândia, de oito para sete casos, e em Valinhos (de seis para duas ocorrências).

Engenheiro Coelho, de dois registros para nenhum caso. Monte Mor tem uma ocorrência para cada ano. Vale destacar que em Santa Bárbara d’Oeste, Morungaba, Santo Antônio de Posse e Holambra, nenhum caso foi registrado nos dois períodos analisados.

Os indicadores da SSP mostram, ainda, que a taxa de notificação é maior quando se trata de casos de estupro de vulneráveis. Dos 62 casos protocolados, 38 envolvem vulneráveis. No ano anterior, das 48 notificações, 33 representam o mesmo grupo.

De acordo com a legislação brasileira, esse tipo de crime engloba os casos de abuso sexual ou prática de atos libidinosos contra crianças e adolescentes, ou contra pessoas com enfermidade ou deficiência mental, que não podem oferecer resistência.

DENÚNCIAS
Para a delegada Regina Castilho Cunha, da Delegacia da Mulher de Americana (DDM), não há um fato específico que justifique o aumento ou a diminuição dos casos de estupro. No entanto, ela alerta que “a vítima precisa denunciar com urgência”.

Regina chama atenção para o comportamento das mulheres que buscam ajuda. “O estupro fragiliza a vítima. Muitas mulheres não denunciam por medo e vergonha. Mas, gradativamente, elas têm denunciado”, acrescenta.

Ainda de acordo com a delegada, as mulheres que denunciam recebem auxílio de assistentes sociais e encaminhamento médico-hospitalar, quando necessário.

Na opinião do major Rogério Takiuchi, da Polícia Militar (PM) de Americana, os registros de estupro têm aumentado porque as vítimas estão denunciando. “As campanhas que incentivam a denúncia fazem com que tenhamos mais notificações”, declara.

Takiuchi também atribui o crescimento de ocorrência deste tipo à legislação vigente, já que “houve alterações nas leis que passaram a tipificar o delito de maneira que não era anteriormente”, completa.

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