domingo, 13 setembro 2026

Retorno presencial às aulas: maioria dos pais aprovam a medida

A partir de 3 de novembro não haverá obrigatoriedade do distanciamento e, por consequência, a descontinuidade do revezamento entre os alunos nas aulas presenciais
ESCOLAS | Presença de alunos é obrigatória na rede estadual a partir de segunda-feira (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

A partir da próxima segunda-feira (18), o retorno presencial dos estudantes às aulas será obrigatório nas escolas estaduais de São Paulo, exceto para jovens de grupo de risco.

O anúncio, feito ontem pelo governador, João Doria (PSDB), não pareceu alarmar os pais.

Na repercussão da notícia na página do TODODIA no Facebook ao longo do dia, a maioria dos que se posicionaram aprova a medida.

Em parte, os leitores lembraram que esse retorno já ocorreu há tempos na rede particular.

Outros levaram em conta que, mesmo com essa autorização já dada, muitos pais preferiram manter os filhos no ensino remoto.

Outro argumento foi de que, se já é possível passear, então o retorno presencial às aulas também deve acontecer.

O retorno à “vida normal” é celebrado, mas com a ressalva da necessidade de proteção.

A reportagem questionou o governo do estado sobre a quantidade de alunos que devem retornar nas escolas da área da Diretoria de Ensino de Americana, que envolve também Nova Odessa e Santa Bárbara d’Oeste, além da regional quem envolve Sumaré, Hortolândia e Paulínia. A Secretaria de Estado da Educação não informou o número de alunos e nem como as escolas estão se preparando para o retorno presencial. Apenas citou que, até o momento, cerca de 70% dos alunos já voltaram ao ensino presencial por meio de rodízio, com turmas em dias alternados.

SEM DISTÂNCIA
Outra fase da mudança está prevista para 3 de novembro, a partir de quando não haverá obrigatoriedade do distanciamento de um metro e, por consequência, a descontinuidade do revezamento entre os alunos nas aulas presenciais.

“A medida vai ampliar o acesso e a frequência dos estudantes da educação básica à unidade escolar para 100% dos estudantes presentes simultaneamente”, prevê o governo estadual.

A decisão leva em conta a imunização de 97% dos profissionais da educação com esquema vacinal completo e cobertura de 90% dos adolescentes de 12 a 17 anos com a primeira dose da vacina contra a Covid-19.

Poderão permanecer em atividade remota os jovens pertencentes ao grupo de risco e com comorbidades, com mais de 12 anos, que não tenham completado seu ciclo vacinal contra Covid-19; jovens gestantes e puérperas; crianças menores de 12 anos pertencentes ao grupo de risco para Covid-19 para as quais não há vacina contra a doença aprovada no país; estudantes com condição de saúde de maior fragilidade à Covid-19, mesmo com o ciclo vacinal completo, comprovada com prescrição médica para permanecer em atividades remotas. 

Apeoesp diz que decisão é ‘irresponsável’
Em nota oficial, a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) se mostrou contrário à decisão do estado de tornar obrigatória a presença dos estudantes a partir da próxima segunda-feira.

“Se o distanciamento de apenas um metro dentro das escolas já era um total absurdo, eliminar totalmente qualquer distanciamento, em salas superlotadas e sem ventilação, como é a realidade das escolas públicas estaduais, é o auge da irresponsabilidade e está em desacordo com os protocolos sanitários. A Organização Mundial da Saúde recomenda o distanciamento mínimo de 1,5 metro. E o que dizer da decisão de dar à rede privada ‘mais tempo’ para se adaptar?”, questiona a Apeoesp.

Outra questão levantada foi sobre as condições das escolas para a retomada com a totalidade dos alunos e os investimentos nesse sentido. “Vale lembrar que em 2021 o investimento em Educação caiu 6,4%, de acordo com pesquisa realizada pelo grupo Rede Pesquisa Solidária da Universidade de São Paulo, e não foram feitas reformas estruturais nas escolas para adequá-las à nova realidade. Tampouco se avançou numa demanda da Apeoesp e da comunidade escolar, que é a redução do número de alunos por sala, cujo benefício sanitário (e pedagógico) é evidente”, diz o sindicato.

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