domingo, 16 agosto 2026
MORTES NO TRÂNSITO

Santa Bárbara reduz mortes no trânsito, enquanto Americana registra alta no 1º semestre

Dados do Infosiga SP mostram queda de 12 para três óbitos em Santa Bárbara d’Oeste e aumento de oito para nove em Americana
Por
Diego Rodrigues

Santa Bárbara d’Oeste e Americana registraram resultados diferentes no número de mortes no trânsito durante o primeiro semestre de 2026. Dados do Infosiga SP, plataforma do Detran-SP, mostram que Santa Bárbara teve três óbitos entre janeiro e junho, contra 12 no mesmo período de 2025. Em Americana, foram nove mortes, ante oito no primeiro semestre do ano passado.

A redução em Santa Bárbara d’Oeste representa queda de 75%. Já Americana teve aumento de 12,5% no período.

O secretário de Segurança, Trânsito e Defesa Civil de Santa Bárbara d’Oeste, Rômulo Gobbi, afirma que o município mantém ações voltadas à segurança viária e à prevenção de acidentes. Foto: Ana Machado/TV TODODIA

Santa Bárbara registra queda
Segundo o secretário de Segurança, Trânsito e Defesa Civil de Santa Bárbara d’Oeste, Rômulo Gobbi, o município mantém ações de educação, conscientização, fiscalização e engenharia de trânsito para reduzir acidentes. As motocicletas concentram a maior parte das mortes registradas na cidade, por isso as ações são direcionadas principalmente a esse público. A administração também realiza intervenções em pontos considerados de risco.

Americana tem leve aumento
Em Americana, o número de mortes passou de oito para nove no primeiro semestre, alta de 12,5% em relação a 2025. A Prefeitura informou que mantém ações permanentes de educação e conscientização, entre elas a campanha Trânsito Seguro e o projeto EducaTrânsito, que conta com uma Cidade Mirim na sede da Secretaria de Obras.

A Unidade de Transportes também realiza estudos e análises técnicas do sistema viário, considerando o fluxo de veículos, as características das vias e os registros de ocorrências para definir medidas de segurança.

Especialista analisa números
Para o engenheiro civil e professor da Unicamp Creso de Franco Peixoto, especialista em mobilidade urbana e segurança no trânsito, a diferença de uma morte em Americana não representa, isoladamente, uma mudança significativa na série histórica. “A variação de apenas uma morte, quando a gente fala apenas, parece que é pouca coisa, mas trata-se de uma vida humana. É uma redução positiva. Contudo, essa redução, como é uma redução pequena em relação do tamanho dos eventos que aconteceram em período anterior, mostra que tem uma variação que é natural de série”, explicou.

Segundo Creso, a passagem de oito para nove mortes pode ser considerada uma situação de estabilidade. Já a queda de 12 para três óbitos em Santa Bárbara representa uma mudança mais expressiva. “Em Santa Bárbara, uma alteração que nós podemos dizer dramática de positiva, de 12 para 3 vítimas fatais, não é uma variação randômica, é uma evidência que algo aconteceu”, afirmou.

Ações precisam continuar
O especialista aponta que uma redução tão significativa pode estar relacionada a fatores como mudanças na atividade econômica, comportamento dos motoristas, fiscalização e campanhas. No caso de Santa Bárbara, ele afirma que não há evidências de retração econômica que expliquem a queda e avalia que ações realizadas pelo município podem ter influenciado o resultado. “Provavelmente, ações e campanhas que a Prefeitura tenha efetivado devem ter gerado uma influência considerável nessa série histórica”, disse.

Apesar do resultado, Creso alerta que a queda precisa ser mantida ao longo do tempo para evitar uma reversão. “A mudança que ocorreu de uma forma consistente no número de vítimas fatais em Santa Bárbara indica algo muito positivo. Mas, como tem caráter de algo que desceu muito rápido, nós precisamos criar condições para que esse pêndulo se mantenha nessa posição”, afirmou.

Para o especialista, a manutenção da fiscalização e das campanhas é importante para consolidar mudanças de comportamento. Ele também defende ações específicas para motociclistas e uma combinação de medidas, como educação de longo prazo e transporte público de qualidade.

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