terça-feira, 18 junho 2024

‘Tio Genésio’ prende 32 policiais

Policiais militares presos na Operação Tio Genésio, desencadeada ontem pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público e pela Corregedoria da Polícia Militar, recebiam propinas que variavam de R$ 100 a R$ 300, de acordo com a patente do policial, para facilitar o tráfico de drogas em Campinas, especialmente no bairro Boa Vista.
De acordo com a PM, a graduação, nesse caso, variava de soldado a sargento. O nome da operação é em alusão ao termo usado pelos criminosos em suas comunicações.
No total, foram expedidos 51 mandados de busca e apreensão autorizados pelo juiz Nelson Augusto Bernardes de Souza, da 3ª Vara Criminal de Campinas, a fim de obter mais elementos acerca de organização criminosa, responsável por movimentar, mensalmente, quantia próxima de R$ 150 mil. Os mandados foram expedidos para as cidades de Campinas, Sumaré, Mogi Mirim, Hortolândia, Sorocaba, Bauru e São Carlos, onde moravam os policiais envolvidos.
Também foram expedidos 40 mandados de prisão, sendo que 32 eram para policiais militares. Todos foram cumpridos. Outros oito mandados eram para civis, mas dois dos acusados estão foragidos. Ainda assim, entre os civis presos, está o chefe do esquema. Dois dos civis foram presos durante o processo.
Dos policiais presos, 31 estavam lotados no 47º BPM/I (Batalhão de Polícia Militar do Interior), sediado em Campinas, e um no Baep (Batalhão de Operações Especiais), também de Campinas.
O promotor de Justiça do Gaeco José Cláudio Baglio lembrou que a investigação foi iniciada pela própria Polícia Militar. “A investigação começou no CPI 2 (Comandando de Policiamento do Interior)”, disse. A partir daí, a Corregedoria da PM instaurou um inquérito e encontrou indícios de participação dos policiais no esquema criminoso.
O grupo é acusado pela prática de tráfico de drogas, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, especialmente nas proximidades de local denominado “Toca da Raposa”, situado na Vila Boa Vista, em Campinas.
Em linhas gerais, de acordo com o que foi apurado, o grupo criminoso para o desenvolvimento do tráfico, contava com a participação dos agentes públicos, que em troca de vantagens indevidas omitiam-se no cumprimento de suas funções no combate ao tráfico e ainda forneciam informações a respeito de operações policiais desenvolvidas por Batalhões regionais, pesquisas pessoais e veiculares.
A ação contou com apoio do 2º Batalhão de Polícia de Choque e do Canil da Polícia Militar.
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