
Trabalhadores de Cosmópolis e Paulínia estiveram no sindicato da categoria, o Sinticom, em Cosmópolis, para cobrar providências em relação às vagas de emprego previstas para as paradas de manutenção da Refinaria de Paulínia (Replan), da Petrobras.
Segundo os trabalhadores, o encaminhamento de vagas deve respeitar o processo formal de seleção, garantindo prioridade para moradores das duas cidades.
O representante sindical, José Luiz, acompanhou o movimento e afirmou que há preocupação com possíveis manobras internas.
“Hoje a gente veio reivindicar vaga de emprego… as pessoas estão fazendo cadastro, prova, tudo bonitinho, e eles estão manobrando os currículos lá dentro”, disse.
Denúncias de favorecimento
De acordo com o sindicato, trabalhadores locais estariam sendo prejudicados por indicações feitas fora do processo oficial.
“Eles só querem botar quem já trabalhou com eles, quem é primo, quem é parente… eu acho isso uma covardia”, afirmou José Luiz.
O Sinticom reforça que grandes obras e paradas de manutenção na Replan deveriam priorizar a mão de obra local, equilibrando a contratação de profissionais da região com técnicos de outras localidades apenas quando há necessidade de alta especialização.
Pais e mães de família aguardam oportunidades
Os trabalhadores relatam que a situação se repete todos os anos e dizem estar cansados de ver pessoas de fora ocupando vagas enquanto moradores da região permanecem desempregados.
“O pessoal daqui também tem que comer. A gente paga imposto aqui… e muitas vezes nem entra”, declarou José Luiz.
Uma nota divulgada de forma anônima aponta denúncias de injustiça, favorecimentos e falta de transparência, além de críticas à condução do processo por algumas associações e empresas contratadas.
Expectativa de milhares de vagas
As paradas de manutenção e projetos recentes na refinaria têm gerado milhares de empregos diretos e indiretos, com demanda por caldeireiros, soldadores, pintores e funileiros.
José Luiz estima que a próxima parada pode abrir cerca de duas mil vagas.
“Eu acho que bota aí umas duas mil vagas de emprego… mas a parada ainda não começou”, explicou.
A TV TODODIA entrou em contato com a Petrobras, mas até o fechamento desta matéria não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.





