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Última vítima de intoxicação por gás tóxico em Campinas recebe alta

O acidente, que provocou a morte de Samuel Rodrigues Squarisi e fez mais 8 vítimas, aconteceu na academia HydroCenter, no dia 29 de novembro

A última vítima que ainda estava internada devido à intoxicação por gás tóxico, acidente que aconteceu em na academia Hydro Center, em Campinas, no dia 29 de novembro, teve alta neste domingo do HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp, após 11 dias de internação.

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Outras oito pessoas inalaram o gás, resultado da mistura de dois tipos de cloro. Samuel Rodrigues Squarisi,38 anos, morreu dois dias depois, e outro homem, de 37 anos, que também teve que ser internado, teve alta no sábado e passa bem.

Segundo Eduardo Capitani, do CIAtox (Laboratório de Toxicologia Analítica do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Campinas ) da Unicamp, a mulher deixou o hospital “em boas condições físicas”. Ela, assim como Squarisi, foi internada em estado grave na noite do dia 29 de novembro.

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“Não posso afirmar que tipo de sequelas a vítima vai ter ou não. Ainda é muito cedo para dizer. O importante é que ela respondeu ao protocolo de tratamento específico para o caso”, disse Capitani.

O professor explicou que a mistura das duas substâncias, que não chegou a ser jogada na piscina, produziu o ácido clorídrico, que é altamente tóxico e que não possui antídoto quando inalado e pode causar queimaduras sérias no pulmão.

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“O efeito do ácido clorídrico nas vítimas mais graves foi de uma pneumonia química (inflamação pulmonar desenvolvida ao inalar substâncias tóxicas). No caso da paciente que teve alta, ela ficou na UTI respirando por aparelhos até que os pulmões se restabelecessem”, disse.

No caso de Squarisi, única vítima fatal do acidente, Capitani informou que o quadro foi muito mais grave e sério. “Ele teve maior contato com o gás e não respondeu ao tratamento como era esperado”, comentou.

As outras seis pessoas que inalaram a substância e que não precisaram ser internadas, de acordo com Capitani passam bem. “Elas foram orientadas a procurar por serviço médico caso apresentassem sintomas parecidos, sobretudo nas 48 horas posteriores ao acidente, como falta de ar e dificuldades de respiração”, confirmou.

ACADEMIA CONTINUA FUNCIONANDO

Logo após o acidente, e depois de uma vistoria no local, o Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), informou que a Hydro Center, localizada no bairro Guanabara, em Campinas, não tinha licença de funcionamento e autuou a academia.

O órgão da prefeitura deu prazo de 10 dias para que houvesse a regulamentação de todo a documentação necessária para continuar funcionando.

Segundo a assessoria de imprensa da Hydro Center, a direção da academia entrou com o pedido de renovação da licença na Vigilância Sanitária em julho de 2017, sem ter nenhum retorno até o momento. “Mesmo assim, estamos cumprindo tudo o que foi pedido. Nosso prazo não acabou”, informou a assessoria, informando que, por isso, a academia está funcionando normalmente.

A assessoria também esclareceu que aguarda os laudos periciais das causas do acidente, os laudos das vítimas e também da investigação. “Só depois disso, é que vamos saber o que vamos fazer. Mesmo assim, estamos ajudando nas investigações e dando todo o apoio às famílias das vítimas”, garantiu.

Ela disse ainda que nenhuma das famílias, incluindo a de Squarisi, entrou com pedido de indenização. “Nossos advogados estão em contato com os advogados das famílias. Não tem nada ainda”, confirmou.

O funcionário da Hydro Center que inadvertidamente fez a mistura dos produtos continua afastado até que as investigações terminem. “Ele é um profissional experiente e está há dois trabalhando na academia. Está muito abalado, por isso ele continua afastado”, informou a assessoria.

 

 

 

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