União homoafetiva cresce na RMC

Casamento entre pessoas do mesmo sexo teve elevação de 10% na RMC em 2017, de acordo com pesquisa do IBGE

Muita gente sonha em “juntar as escovas de dentes” com o amor da vida. Uns querem casar na igreja, como manda o figurino. Há casais que preferem o casamento civil. Para outros, união estável. Em todas as opções, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) aponta uma queda de 2,3% de casamentos em 2017, de acordo com pesquisa divulgada na última semana.

Entretanto, os dados mostram um aumento de 10% no número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. Na RMC (Região Metropolitana de Campinas), a tendência segue o indicador nacional. No total, foram registrados 21.840 casamentos nos 12 meses de 2017. Destes, 173 foram entre pessoas do mesmo sexo (dos quais 87 casais formados por duas mulheres e 86 por dois homens).

Em comparação com 2016, houve o aumento de 42 uniões homoafetivas registradas nas cidades da RMC. Em todo o País, o IBGE atribui o aumento à alta de 15% do número de casamentos entre mulheres, que foi superior ao valor de 3,7% registrados entre homens.

As estatísticas do Registro Civil indicam outro aumento: o do número de divórcios. Entre 2016 e 2017, a taxa subiu de 2,38% (por mil casamentos) para 2,48%, a cada mil casamentos. Até 2007, as relações duravam, em média, 17 anos.

Ano passado, a média caiu para 14 anos. Ainda sobre a pesquisa, a idade média para matrimônio varia entre homens e mulheres: 30 anos para homens que se casam com pessoas do sexo oposto e 34 para o mesmo sexo. Já as mulheres se casam mais novas: 28 anos com homens e 33 para união homoafetiva.

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