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Após 39 anos, ‘O Iluminado’ está de volta aos cinemas

'Doutor Sono' é a sequência que resgata a obra de um dos mais célebres filmes de todos os tempos

“O Iluminado”, longa de Stanley Kubrick lançado em 1980, é considerado um dos mais influentes filmes de todos os tempos. Mas a obra nunca conquistou um fã especial: Stephen King. O escritor do livro original costumava dizer que a obra não passava de um “Cadillac sem motor, algo com o qual você não pode fazer nada, a não ser admirá-lo como uma escultura”, entre outros comentários negativos. 

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Em 2013, na sequência “Doutor Sono”, King fez questão de ambientar os dramas do agora adulto Danny Torrance, filho do protagonista de “O Iluminado”, num mundo no qual o hotel Overlook, cenário principal de Kubrick, está destruído e nunca recuperado. A mensagem era óbvia. 

Quando Mike Flanagan, de “A Maldição da Residência Hill”, foi convidado para adaptar “Doutor Sono” para os cinemas, o diretor tinha uma missão pessoal. “King é a razão de ter me tornado um contador de histórias. Ao mesmo tempo, quis fazer filmes de terror por causa de ‘O Iluminado’. Meu desejo era reconciliar esses dois lados de um jeito que não fosse vergonhoso”, diz Flanagan. “Foi uma pressão enorme, como uma úlcera sangrando por dois anos seguidos.” 

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A sequência, que estreia agora no Brasil, consegue reverenciar os dois lados da mesma moeda. O coração da trama é ainda composto por Danny, vivido por Ewan McGregor, um alcoólatra em recuperação, mas atormentado pelo passado, e sua jornada com Abra, papel de Kyliegh Curran, menina que também tem um dom paranormal. 

O diretor viajou ao estado americano do Maine para mostrar a obra final a King. O escritor, mantendo a tradição, já foi a público expressar sua opinião. Mas, desta vez, ela foi diferente. “Mike conseguiu pegar meu livro e costurar sem falhas com a versão de Kubrick para ‘O Iluminado’. Sim, gostei muito. Tudo o que um dia não gostei no filme de Kubrick está redimido para mim neste momento”, disse o autor à revista Entertainment Weekly, para alívio de Flanagan. 

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“King não se mete as filmagens, mas é bem claro quando não gosta”, lembra o cineasta. “Ele amou o longa, mesmo com as referências a Kubrick. E o espólio de Kubrick também adorou. Então, estou me sentindo muito bem.” 

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