terça-feira, 27 fevereiro 2024

Escritora de Americana lança novela em e-book

Produção retrata história de uma mulher criada em uma ecovila em meio à quarta revolução industrial 

(Foto: Divulgação)

A escritora de Americana Camila Lourenço lança a versão digital de seu livro “iô”, uma novela em versos que retrata a história de uma mulher criada em uma ecovila, distante do que sobrou da sociedade devastada pela quarta revolução industrial. O livro é lançado pelo selo Auroras, da editora Penalux.

Com 30 anos, Camila Lourenço é formada em Letras pela Unicamp. Em 2020 lançou seu primeiro trabalho, “Algodão Cru”, um livro curto de contos publicado de maneira independente pela Amazon. Depois, assinou com o selo Auroras, da editora Penalux, a publicação de sua primeira novela em versos, “iô”. Os livros foram concebidos durante a mentoria com a escritora, poeta e cordelista cearense Jarid Arraes. Participou das coletâneas “Meu coração não está de quarentena”, da editora Psiu, e “Entre Janelas vol II”, da editora Oribe.

A escritora conta que os primeiros versos de “iô” foram escritos no bloco de notas do celular, dentro do ônibus. “Escrevia apenas assim e muito espaçadamente, até o ano de 2020, quando fiz uma mentoria de escrita com Jarid Arraes. Depois de terminar o original de um romance em prosa, pedi a ela que me mentorizasse na poesia também. Resgatei ‘iô’ e a ideia era brincar com os versos e só. Mas naquele primeiro ano de pandemia, a ideia de que nossa sociedade não se sustenta era ainda mais clara e o enredo saiu com facilidade em questão de semanas”, diz.

O livro, segundo Camila, aborda o amadurecimento de uma mulher diante do colonialismo do homem branco, fala sobre emancipação feminina, sexualidade, patriarcado e evidencia uma conexão espiritual, até mística, da protagonista com a natureza. Aborda a migração da cidade para os terrenos vazios, e ainda preservados, entre polos industriais, a jornada de trabalho, as redes sociais virtuais, o consumo desenfreado, e o funcionamento de uma sociedade que se tornou insustentável para aqueles que só enxergavam a opção de ir embora.

A escritora também é responsável pelas ilustrações do livro. As imagens que ilustram a capa e o início de cada capítulo são pinturas feitas com giz pastel oleoso e aquarela. “Em meio ao isolamento devido à pandemia da Covid-19, escrever se tornou (ainda mais) difícil. Diante do impasse, ter em mãos um pedaço de giz e no resto do corpo a história, foi um jeito de abrir uma estrada entre a latência e as letras”, conta.

Camila Lourenço nasceu em Campinas, mas cresceu em Sumaré, no bairro Vila Yolanda, inspiração para o nome de sua primeira protagonista, iô. Hoje mora em Americana e trabalha na área de tecnologia. No momento, prepara um livro de contos, produz um romance e busca editar sua primeira novela em prosa e a aguarda a publicação de seu primeiro livro infantil, intitulado “A menina que queria errar”, previsto para sair pela Editora de Cultura. 

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