quinta-feira, 7 maio 2026
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Espetáculo circense ‘A Travessada’ estreia em Campinas

Solo protagonizado pela atriz e palhaça Cachú mistura circo, fantasia e memórias inspiradas na obra 'A Cidade Inexistente'
Por
Diego Rodrigues
A linguagem do espetáculo reúne acrobacias, mágicas, malabares e comicidade física, reinventando números clássicos do circo em versões cômicas. Foto: Dalton Yatabe

Um circo em ruínas abre espaço para memórias, fantasia e travessuras em “A Travessada”, espetáculo circense solo que estreia em Campinas nesta sexta-feira (8), protagonizado pela atriz e palhaça Cachú.

Em cena, o universo da montagem é inspirado no livro “A Cidade Inexistente”, do escritor mineiro José Resende Júnior. A obra narra o desaparecimento de uma cidade do interior submersa pela construção de uma hidrelétrica, onde lembranças e ausências se confundem.

Segundo Cachú, a ideia de adaptar o livro para o palco surgiu ainda durante a graduação em Artes Cênicas na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), no período da pandemia. A pesquisa desenvolvida naquele momento acabou se transformando na base dramatúrgica do espetáculo.

O palhaço que insiste em continuar
No centro da narrativa está o palhaço Luluzin, personagem que tenta conduzir o decadente Gran Circo Lublin diante de uma grande represa. Entre tropeços e invenções, ele transforma as próprias dificuldades em cena e humor.

Para a atriz, Luluzin simboliza a esperança e a insistência diante das impossibilidades. A linguagem do espetáculo reúne acrobacias, mágicas, malabares e comicidade física, reinventando números clássicos do circo em versões cômicas, marcadas pelo improviso e pela interação com o público.

Humor, resistência e travessia
Entre riso e constrangimento, “A Travessada” propõe uma reflexão sobre persistência, resiliência e transformação. Segundo Cachú, a peça fala sobre permanecer mesmo quando tudo parece travado, usando o humor como ferramenta para enfrentar dificuldades e transformar situações complexas em possibilidades de encontro, crítica e esperança.

“Eu vou fazer graça da própria desgraça. Eu vou rir porque rir é um santo remédio para aquilo que não tem cura”, afirma a artista ao explicar a proposta do espetáculo.

A atriz também explica que o próprio nome da peça nasce da mistura entre travessia e travessuras, refletindo o espírito do circo retratado em cena, que insiste em continuar apesar dos obstáculos. “A Travessada” fala justamente sobre persistir até encontrar maneiras de transformar o impossível em possibilidade.

Apresentações gratuitas
A temporada de estreia acontece em dois espaços culturais de Campinas. A primeira apresentação será nesta sexta-feira (8), às 17h, no Lume Teatro, em Barão Geraldo.

A segunda sessão ocorre no dia 16 de maio, também às 17h, na Sala dos Toninhos, na Estação Cultura. Em ambas as datas, a entrada é gratuita.

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