
O Coletivo Efêmeras apresenta em Campinas o espetáculo de dança-teatro Noites no Deserto, que propõe uma reflexão sobre memória, pertencimento e ancestralidade por meio da dança contemporânea.
As apresentações serão realizadas na sexta-feira (19), no Paviartes da Unicamp, e no domingo (21), no Centro Cultural Casarão, em Barão Geraldo. A entrada é gratuita.
A montagem reúne seis intérpretes em uma experiência que combina dança, dramaturgia e música. Contemplado pelo Plano Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura, o espetáculo tem concepção, dramaturgia e direção de Guilherme Viégas.
Solidão e reencontro
Segundo a artista Júlia Simas, integrante do Coletivo Efêmeras, a obra nasceu a partir de uma imagem simples, mas carregada de simbolismo.
“Este espetáculo parte de uma imagem, uma pessoa caminhando sozinha pela imensidão de um deserto, à noite, sob a luz da lua. A partir disso, surgiu a ideia de trabalharmos o deserto e a noite como uma metáfora para a solidão, construindo uma obra que narra uma busca pelo reencontro, através do retorno de si e daqueles que vieram antes de nós”, explica.
A proposta utiliza o deserto e a noite como elementos simbólicos para abordar temas ligados à experiência humana, como a solidão, a memória e a busca por identidade.
Processo coletivo
O espetáculo foi construído de forma colaborativa, incorporando referências artísticas e experiências individuais das integrantes do coletivo. De acordo com Júlia, a trilha sonora teve papel fundamental na criação das cenas.
“Um aspecto muito interessante sobre o nosso processo de criação é que as criadoras-intérpretes foram convidadas a experienciar sensações e imagens que viessem a elas através da escuta da trilha sonora, o que possibilitou que o espetáculo fosse construído com particularidades e subjetividades de cada integrante”, afirma.
A proposta valoriza diferentes linguagens corporais e transforma experiências pessoais em elementos que ajudam a compor a narrativa da montagem.
Influências culturais
Além da dança contemporânea, Noites no Deserto incorpora elementos pesquisados nas culturas tuaregue e marroquina. A encenação busca criar um ritual cênico conduzido pelos sons do oud e do bendir, instrumentos tradicionais da região desértica do norte da África.
“O espetáculo busca proporcionar um aumento de suspensão e desaceleração, abrindo espaço para a reflexão sobre quem somos e de onde viemos, possibilitando uma forma de pensar a solidão, o pertencimento e a ancestralidade através da dança”, destaca Júlia.
A artista acrescenta que a experiência proposta ao público pretende estimular um processo de reconexão pessoal.
“Dessa forma, o público presente poderá vivenciar um misterioso momento de reencontro de si, que se inicia pelas mãos, se expande por todo o corpo, para, sim, movimentar histórias”, completa.
Serviço
Sexta-feira (19/6)
Horários: 18h e 20h
Local: Paviartes da Unicamp
Endereço: Rua Pitágoras, 500, Cidade Universitária, Campinas
Domingo (21/6)
Horários: 17h e 19h
Local: Centro Cultural Casarão
Endereço: Rua Maria Ribeiro Sampaio Reginato, s/n, Residencial Terras do Barão, Barão Geraldo, Campinas
Entrada: Gratuita
Classificação: Livre
Acessibilidade: Audiodescrição em todas as sessões
Informações: @coletivo_efemeras





