segunda-feira, 22 julho 2024

Livro de ficção trata sobre drama de migração nordestina

Desde a década de 50, milhares de nordestinos migram para Sul e Sudeste buscando oportunidades 

ESTREIA | Escritor Roosevelt Colini estreia na ficção (Foto: Divulgação)

Desde 1950, milhares de nordestinos migraram para as regiões Centro- -Oeste, Sul e Sudeste do país para fugir da seca, da fome e em busca de novas oportunidades de trabalho. 

Foi com essa esperança que um pai deixou sua família para tentar a vida em uma cidade. O migrante nunca retornou e sua filha passou a vida inteira procurando pelo pai que rumou ao desconhecido. Este drama familiar comum na história de muitos brasileiros que deixaram pai, mãe, irmãos, esposa e filhos, é o tema central do livro “Curva do Rio”, de Roosevelt Colini.

Em “Curva de Rio”, Roosevelt Colini narra a trajetória de uma família de retirantes nordestinos pelos olhos de uma garota que vive o drama da ausência paterna.

As cartas do pai não chegam mais. O aguardo pelo seu retorno, no fim da tarde, começa a desesperançar mãe e filha que decidem partir à procura dele, porém sem nenhuma pista do seu paradeiro.

É assim, com muito suspense, que “Curva do Rio”, de R. Colini, se inicia e convida os leitores a viajarem no tempo e conhecerem um Brasil, das décadas de 1970, 1980 e 1990, com repressões, desigualdades sociais e revoluções.

“O livro é abrangente a respeito do cenário histórico e cultural destas décadas, em meio aos impasses da personagem que tem de se haver com a perda paterna e procura se emancipar dos destinos pré-estabelecidos por conta de sua condição econômica e social”, destaca o autor.

Em um cenário novo, a menina nordestina e de baixa renda enfrentará os desafios da migração, o começo tardio na escola e sua jornada à ascensão social por meio da educação, que a levará a seguir uma carreira acadêmica. Em meio a estas transformações, a personagem crescerá e vivenciará várias fases.

Em todas as fases, porém, ela nunca esqueceu ou deixou de procurar o pai. Ele, cada vez mais perto e mais longe, ao mesmo tempo, como o vai vem das águas de um rio que, aliás, era o local onde a menina aguardava as cartas ou o retorno dele, no Sertão.

“Curva do Rio” marca da estreia de R. Colini na literatura de ficção. O livro foi lançado pela Editora: Labrador, tem 224 páginas.

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