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O segundo som de ‘Vagale’

Banda campineira apresenta o novo álbum "Ruído Branco", demonstrando amadurecimento em sua sonoridade

O álbum de estreia geralmente chega para chocar, surpreender. Afinal, é o novo, inesperado. Já o segundo reflete um pouco da bagagem, experiência, amadurecimento.

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É desta forma que em seu novo álbum, a banda Vagale apresenta uma sonoridade coesa, com letras e arranjos ousados. “Ruído Branco” surge por meio dos instrumentos de sopro, percussão e na utilização de elementos da música eletrônica em suas canções.

Com influências que transitam entre indie a MPB e Bossa Nova, a banda é formada por Bruno Carlini (voz, guitarra e sintetizador), Frederico Brühmüller (baixo), Wilian Nunes (bateria) e Lucas Duarte (guitarra e sintetizador).

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ÁLBUM

Os diversos nuances das canções de “Ruído Branco” já podem ser sentidos a partir de sua identidade visual. Cada música do disco representa uma cor e isto pode ser observado nos singles “Placebo” (vermelho) e “Descomunal” (verde). Pensando no branco como a mistura de todas as cores, o “Ruído Branco” se apresenta como resultado de todas as frequências sonoras na mesma intensidade.

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Esta conexão se apresenta também entre as faixas do álbum por completo. Propondo uma metáfora, em que cada uma das músicas presentes representam uma frequência sonora diferente, todas interligadas, a proposta também não se difere na conectividade das letras de cada canção. A lógica é a mesma.

Produzido para ser assimilado de forma mais introspectiva, os temas abordados passam por religião, relações pessoais, política, consumismo e até o medo da morte. Neste segundo projeto, a Vagale busca uma sonoridade própria, sem perder sua personalidade.

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PERMANÊNCIA | Projeto consolidade identidade própria

Para Bruno Carlini, o processo de concepção foi completamente diferente do primeiro álbum. “No “Ruído Branco” nós pensamos no conceito muito antes de começar as gravações. Fizemos conectar as músicas com a capa, usar as cores, o próprio ruído branco e tudo que o termo trás pra mensagem do álbum. No “Puro”, como o nome já diz, são nossas primeiras músicas, então ele é um álbum mais solto pra ouvir no aleatório”, diz.

O vocalista relembra influências no processo. “Tínhamos bastante influência de hardcore e grunge com algumas leves experimentações, que já soa como um indie experimental com alguns momentos de samba e elementos eletrônicos”.

ESTRADA

A Vagale foi formada em Campinas em meados de 2012 por amigos de escola que tocavam juntos em aberturas de shows de bandas na cidade e tinham algumas músicas para gravar. “Éramos crianças, então não tínhamos dinheiro nem a menor ideia de como gravar uma música”, conta Bruno. Em 2016, com a compra de seus próprios equipamentos, surgiu também o primeiro álbum “Puro”.

As influências são as mais diversas. “Às vezes o som da porta, uma respirada funda já pode ser um gatilho pra algo surgir. A gente ouve de tudo um pouco, desde coisas dentro do estilo da Vagale, como Arctic Monkeys, Los Hermanos, Cicero, Foals, Death Cab, clássicos como Beatles, Novos Baianos, Radiohead, até Techno a gente se pega ouvindo”, confessa o vocalista.

“O objetivo sempre será fazer o som mais legal que conseguirmos. O que nos leva a explorar nosso tempo com a música é a própria vontade de fazer música, a gente gosta de estar e de tocar junto”, finaliza Bruno.

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