Em “Todas as Mulheres do Mundo”, nova série original Globoplay que estreia em 23 de abril, o protagonista é Paulo (Emílio Dantas), arquiteto que mora em Copacabana e que a cada um dos 12 episódios da trama se apaixona por uma mulher diferente. Mas não é que ele seja um dom Juan ou um machista, como afirma Jorge Furtado, autor da produção ao lado de Janaína Fischer.
“O machista é aquele homem que vê na mulher um objeto, aquele homem que tanto faz a mulher. Paulo é o contrário disso, ele realmente se apaixona por todas as mulheres do mundo (…) Ele reconhece em cada uma delas uma característica especial. Então, ele bota o olho e se apaixona, quase que à primeira vista”, diz Furtado, em entrevista em vídeo à reportagem.
O primeiro episódio de “Todas as Mulheres do Mundo” será exibido na próxima quinta (23), na Globo, após o Big Brother Brasil 20. A série é baseada no trabalho do cineasta e dramaturgo Domingos Oliveira, que morreu em março de 2019, aos 82 anos. O título é o mesmo do primeiro filme de Oliveira, “Todas as Mulheres do Mundo”, comédia romântica que rendeu ao cineasta os prêmios de melhor filme, direção e roteiro no Festival de Brasília.
A HISTÓRIA
O protagonista é o mesmo: Paulo, no longa vivido por Paulo José. Maria Alice, a grande musa do arquiteto e que foi interpretada por Leila Diniz (1945-1972), com quem Oliveira foi casado, agora é encarnada por Sophie Charlotte, 30 -a atriz também era uma das musas do cineasta.
A série não é inspirada apenas neste primeiro longa. Outros seis textos originais do dramaturgo foram usados como referência: “Amores” (filme de 1998); “Separações” (filme de 2002); “Os Inseparáveis”; “A Primeira Valsa” (peça de 1996); “BR 716” (filme de 2016); e “Largando o Escritório” (peça de 2006).
“Domingos Oliveira era um grande poeta, um grande dramaturgo, filósofo, um sujeito que amava os seres humanos e que através da sua arte vai nos iluminar. Acho que essa série [‘Todas as Mulheres do Mundo’] vai fazer muito bem ao país”, diz Jorge Furtado.
O projeto de “Todas as Mulheres do Mundo” tomou forma dois anos antes da morte de Oliveira e contou com a contribuição dele, que ainda em vida leu roteiros e fez sugestões ao que foi escrito pelos autores. Além de Paulo e de Maria Alice, outros dois personagens permeiam toda a produção: Cabral (Matheus Nachtergaele) e Laura (Martha Nowill).
O elenco conta ainda com Lilia Cabral, Fernanda Torres, Maria Ribeiro, Fábio Assunção, Felipe Camargo, Maria Mariana (filha de Oliveira), Priscilla Rozenbaum (mulher do dramaturgo), entre outros.
“O público pode esperar o inesperado, porque isso é o amor, isso é uma grande paixão, porque você não está esperando e, de repente, acontece. Em cada um dos episódios o personagem do Paulo vai se apaixonar por uma mulher diferente, e nós também vamos nos apaixonar por essas mulheres que são totalmente diferentes e únicas”, conclui Furtado.




