O Fórum de Hortolândia será palco do julgamento de um homem acusado de dupla tentativa de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo com numeração raspada. O júri popular está marcado para 16 de março, às 13h, e será presidido pelo juiz André Forato Anhê.
Segundo denúncia do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), o crime ocorreu em 20 de maio de 2012 e teria sido motivado pela desaprovação do relacionamento da filha do acusado com uma das vítimas.

Motivo do crime
De acordo com o Ministério Público, o réu não aceitava o namoro da filha com um jovem, a quem atribuía influência no suposto uso de drogas pela garota. Na tentativa de interromper o relacionamento, ele teria enviado a filha para morar com parentes no Ceará.
Ainda segundo a denúncia, nesse período o acusado teria adquirido duas armas de fogo ilegais.
Ataque após saída de bar
Na noite do crime, o réu teria encontrado o então namorado da filha e um amigo dele caminhando por uma rua após saírem de um bar. Conforme a acusação, o homem estava dirigindo um VW Voyage escuro.
Ele teria descido do veículo e efetuado disparos contra a dupla.
O namorado da filha foi atingido no pé, enquanto o amigo foi baleado na coxa. Mesmo feridos, os dois conseguiram fugir e sobreviveram.
O Ministério Público sustenta que as mortes não ocorreram por erro de pontaria do atirador, mantendo na denúncia as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Armas foram encontradas escondidas
Após os disparos, a PM (Polícia Militar) foi acionada e iniciou buscas pela região.
O veículo com as características descritas pelas vítimas foi localizado na garagem da casa do acusado.

Questionado pelos policiais, ele inicialmente negou participação no crime, mas autorizou a entrada dos agentes na residência.
Durante as buscas no quintal, os policiais encontraram um revólver calibre .38 e uma pistola .380, ambas municiadas e com a numeração raspada, escondidas sob entulhos próximos a uma casinha de cachorro.
Diante da localização das armas, o homem foi preso em flagrante e posteriormente confessou o crime na delegacia, segundo consta na denúncia.
Réu responde em liberdade
Apesar da gravidade das acusações, a Justiça autorizou que o acusado respondesse ao processo em liberdade.
A decisão considerou que ele é réu primário, possui bons antecedentes e não voltou a se envolver em crimes desde a data do ocorrido.
Defesa aponta demora no julgamento
Em nota, a defesa afirmou que a demora para o julgamento ocorreu por causa do grande volume de processos na Vara do Júri.
Segundo o advogado, a prioridade costuma ser dada a réus presos, o que acaba prolongando a tramitação de casos envolvendo acusados que respondem em liberdade.
A defesa afirma ainda que espera a absolvição do acusado, sustentando que as provas reunidas no processo apontariam nesse sentido.
O caso será analisado pelo Conselho de Sentença, formado por jurados populares responsáveis por decidir se o réu deve ser condenado ou absolvido.





