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PF apura suspeita de aliciamento de menores para a prostituição

Mulher é presa em flagrante em Campinas acusada de tráfico de pessoas para fins de exploração sexual

A PF (Polícia Federal) de Campinas instaurou inquérito nesta sexta-feira (4) para investigar possível esquema criminoso que aliciava adolescentes do litoral paulista e de outros Estados para atuarem em casas de prostituição da região. Na última quinta-feira (3), uma mulher foi presa em flagrante acusada pelos crimes de tráfico de pessoas para fins de exploração sexual e de trabalho análogo a escravo.

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A prisão aconteceu no bairro Jardim Itatinga, zona de prostituição em Campinas, após ação conjunta da PF, do MPT (Ministério Público do Trabalho), da Gerência Executiva do Trabalho e da Secretaria de Justiça e Cidadania (Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Trabalho Escravo e Exploração Sexual).

No local, uma casa de prostituição, as autoridades libertaram quatro adolescentes, com idades de 15 e 16 anos, sendo três do sexo feminino e um do sexo masculino, que eram mantidos em condições análogas a de escravo para fins de exploração sexual. Segundo a PF, a ação ocorreu após uma informação recebida pelo Núcleo de Inteligência da delegacia, que ao ser confirmada a existência do local mencionado, os dados foram repassados ao MPT, que acionou a rede de proteção junto à Secretaria de Justiça para o resgate dos menores.

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Na casa, foram constatadas as informações de prática de tráfico de pessoas, uma das menores foi trazida de Manaus (AM) e as demais de cidades da Baixada Santista, no Litoral. A mulher que se apresentou como responsável pela casa foi presa em flagrante por acusação de reduzir pessoas a condição análoga à de escravo e também por tráfico de seres humanos, conforme preveem os artigos 149 e 149 A do CPB (Código Penal Brasileiro).

A PF tem 15 dias para concluir o inquérito e a pena pelos crimes pode passar de 16 anos de prisão, se comprovada participação de organização criminosa no caso. A Polícia tenta descobrir ainda se há situações semelhantes, não apenas em outras casas do Jardim Itatinga, mas também em casas e estabelecimentos de outras regiões de Campinas e de cidades da região.

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A mulher presa em flagrante passou por Audiência de Custódia ontem, mas o resultado do procedimento judicial não foi divulgado, uma vez que o caso é mantido sob sigilo por envolver menores.

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