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Polícia investiga duplo homicídio em Santa Bárbara

A segunda vítima foi identificada como o porteiro João Batista Amaral, 49 anos, residente no Parque do Lago

Dois dias depois de Santa Bárbara d’Oeste ganhar as manchetes do noticiário por aparecer no “Atlas da Violência” do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) como 20ª cidade com menor taxa de homicídios no Brasil, um duplo assassinato é notícia na cidade. Dois homens foram executados a tiros de pistola automática, nesta quarta-feira (7), quando conversavam dentro um carro estacionado na Rua Independência, no Parque Olaria.

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O crime, de autoria ainda desconhecida, foi cometido em frente à residência da avó de uma das vítimas, o soldador Alan Fernandes Caris, de 24 anos, que morava a cerca de 100 metros do local, no Jardim Laudissi. A segunda vítima foi identificada como o porteiro João Batista Amaral, 49 anos, residente no Parque do Lago.

A Polícia investiga informações de testemunhas de que dois homens, um branco e outro pardo, vestindo roupas escuras teriam efetuado os disparos. Em princípio, pelo menos uma das mortes configura execução sumária.Os assas sinos teriam se aproximado a pé do carro e um deles, usando um capacete, chamou a vítima Alan pelo nome algumas vezes, sacou a arma e passou a atirar. As vítimas nem tiveram tempo de sair do veículo.

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Uma tia de Alan disse ter ouvido o barulho de vários tiros. Ela não sabia que uma das vítimas era o próprio sobrinho e ao ver as duas pessoas baleadas, assumiu a direção do carro e seguiu até ao Hospital Municipal Afonso Ramos, onde os dois homens foram atendidos, mas não resistiram aos ferimentos.

Em 2018, Alan chegou a ser preso por um ano, juntamente com outro rapaz, acusados de participação em um latrocínio, em que a vítima foi baleada durante o roubo de um carro em Santa Bárbara. No entanto, há dois meses o rapaz tinha sido colocado em liberdade pela Justiça, que recebeu provas de que no dia e horário em que ocorreu o latrocínio, Alan e outro suspeito apontado no crime estavam a sete quilômetros de distância do local.

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O MP (Ministério Público) recorreu da libertação e aguarda nova decisão da Justiça. Familiares de Alan sustentam que ele era inocente, esteve preso indevidamente e não descarta que sua execução tenha relação com a acusação, que a família diz ter sido injusta. Nos próximos dias, além de ouvir familiares das vítimas e testemunhas do crime, a Polícia está em campo com o objetivo de obter imagens de câmeras de segurança que possam levar a identificação de suspeitos.

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