domingo, 16 junho 2024
ENTREVISTA EXCLUSIVA

Após anunciar a aposentadoria, Ricardo Nascimento fala sobre a satisfação de começar e terminar a carreira com a camisa do Rio Branco

Zagueiro falou com exclusividade ao TODODIA sobre a sua carreira e, principalmente, sobre como foi marcante o ano de 2024
Por
João Victor Viana
Foto: Divulgação / RBEC

Colocar um ponto final na carreira é uma dor para todo jogador de futebol, mas encerrar onde tudo começou é um prazer que poucos atletas conseguem ter. Aos 37 anos, Ricardo Nascimento teve essa honra e ainda foi além, anunciou oficialmente a sua aposentadoria como campeão do Campeonato Paulista série A4 com a camisa do Rio Branco, clube onde foi revelado.

A última partida profissional da carreira do zagueiro foi justamente no último domingo (12), quando o Rio Branco venceu a Francana por 2 a 1, em Franca, e confirmou o título inédito.

“Tudo começou aqui e tudo está terminando aqui. No começo muito feliz e agora também muito feliz, tenho muito a agradecer ao Rio Branco porque me ensinou quase tudo no futebol e agora me deu esse título”, disse Ricardo em entrevista exclusiva ao TODODIA, gravada no gramado do Décio Vitta.

Ricardo Nascimento em entrevista exclusiva ao TODODIA (Foto: Miguel Silva / Rede TODODIA)

Baiano, nascido em Ilhéus, em 1987, Ricardo chegou em Americana aos seis anos de idade. Começou jogando pelo Unidos da Cordenonsi e chegou ao Rio Branco aos 13 anos, tendo Zé Pulga, figura histórica do Tigre da Paulista, como treinador.

Ingressou no time principal no ano de 2004, onde permaneceu alternando entre a equipe profissional e a sub-20 até 2007, quando se transferiu para o Figueirense. Ainda passou pelo Palmeiras B, mas a maior parte de sua carreira foi construída no exterior, passando seis anos em Portugal e sete na África do Sul.

Retornou ao Rio Branco em 2024, e a volta aconteceu por amor ao clube, pois na realidade o pensamento era se aposentar no fim do ano passado. “Graças a Deus apareceu esse convite do Rio Branco e mexeu muito comigo porque foi um clube que me ajudou muito, me projetou para o cenário do futebol e eu queria retribuir uma coisa boa”, afirmou.

Essa retribuição veio da melhor maneira possível, sendo peça fundamental para que o sorriso voltasse a ser presente entre os rio-branquenses, com o acesso a série A3 e o título da A4. Como um dos líderes do elenco, foi homenageado pelo capitão Paim no momento de levantar a taça.

“Foi pelo carinho que o grupo tem por mim. Só tenho a agradecer, ali foi o auge da felicidade, essa imagem vai ficar na minha cabeça por um bom tempo. Agradeço novamente aos meninos pela ajuda, pela paciência que tiveram com o ‘velhinho’ aqui. Estarei na torcida por eles”, contou.

Foto: Igor do Vale/Ag. Paulistão

Momento difícil da temporada: lesão

Durante a trajetória deste ano, uma lesão causou preocupação sobre a possibilidade de um possível fim no departamento médico, mas o zagueiro foi no sacrifício, fez incansáveis sessões de fisioterapia e conseguiu terminar em campo.

O jogador assume que, em concordância com os fisioterapeutas, preferiu não fazer exames para não constatar um problema que o deixasse fora até o fim do campeonato.

“Se fizesse exame, poderia dar alguma coisa e eu não queria saber disso porque o psicológico manda muito nessa hora. Pegamos firme na fisioterapia e eu consegui voltar“, contou.

O futuro fora das quatro linhas

Andando pelo gramado do Décio Vitta, o que fica são as boas lembranças e a afirmação de que a história foi construída. “É uma sensação boa, com um pouquinho de tristeza também porque é o que a gente gosta de fazer. Estou realizado e só tenho a agradecer a Deus por tudo que eu vivi no futebol”.

De fora das quatro linhas, o olhar agora é como torcedor. O projeto é continuar vivendo em Americana e dar continuidade aos negócios pessoais. Ricardo diz que não tem vontade de ser treinador, mas fala com entusiasmo sobre a possibilidade de se tornar comentarista da Rio Branco TV durante a Copa Paulista.

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