O Brasil perdeu jogadores importantes, algumas vezes fundamentais, às vésperas de uma Copa do Mundo
Em todos os casos a seguir, o Brasil perdeu jogadores importantes, algumas vezes fundamentais, às vésperas de uma Copa do Mundo. Confira abaixo alguns dos cortes por lesão que desfalcaram o Brasil em Copas:
Pelé (1962): Seria a Copa da afirmação de Pelé como o grande jogador que o mundo já sabia que ele era após o mundial de 1958. Marcou um gol na vitória sobre o México, na estreia, mas a partida seguinte foi sua última naquela Copa. Uma distensão na coxa, ainda no primeiro tempo contra a Tchecoslováquia, derrotou Pelé. Na ausência do Rei, brilhou a estrela de Garrincha. Com o Anjo das Pernas Tortas, ladeado por Didi, Zagallo, Vavá e Amarildo, que substituiu Pelé, o Brasil foi bicampeão mundial.
Clodoaldo (1974): Titular de uma das maiores seleções que o mundo já viu, o Brasil de 1970, Clodoaldo era nome certo para a Copa de 1974. O volante acabou sofrendo um estiramento na coxa e foi cortado por Zagallo, treinador à época. O atacante Mirandinha foi convocado para o seu lugar, mas sua vaga como volante foi preenchida pelo zagueiro Piazza, improvisado. O Brasil terminou em quarto lugar naquele mundial, perdendo a disputa de terceiro lugar para a Polônia.
Careca (1982): À época no Guarani, o centroavante sofreu uma distensão na coxa e o departamento médico da seleção entendeu que não havia tempo hábil para que Careca se recuperasse. Roberto Dinamite, do Vasco, foi convocado em seu lugar.
Leandro e Cerezo (1986): O lateral-direito do Flamengo lesionou o joelho às vésperas do embarque da seleção para o México. A delegação só descobriu a lesão no dia do embarque, quando o jogador não apareceu. Segundo relatou Elzo, meio campo daquela seleção, o meia Zico e o técnico Telê Santana foram à casa de Leandro e o encontraram com o joelho inchado. Em seu lugar, foi convocado Josimar. Já Toninho Cerezo sofreu uma lesão no músculo da coxa.
Mozer e Ricardo Gomes (1994): Pouco antes da Copa dos Estados Unidos, o Brasil perdeu sua provável dupla de zaga titular. Mozer foi descartado pela comissão técnica após exames médicos constatarem um quadro de hepatite tóxica, por uso de medicamentos em excesso. Contrariado, o zagueiro da Copa de 1990 foi cortado. Já Ricardo Gomes sofreu uma lesão na coxa em um amistoso preparatório para o mundial e também deixou o grupo que pouco depois seria campeão mundial. Ricardo Rocha se tornaria o titular da defesa, mas se machucou logo na primeira partida. Não foi cortado, mas não jogou mais aquela Copa. A zaga do Tetra foi Aldair e Márcio Santos.
Juninho Paulista (1998): Juninho vivia ótima fase no Atlético de Madri em 1998. Seu nome era dado como certo para a Copa do Mundo, mas em fevereiro, em uma partida contra o Celta de Vigo, o meia brasileiro sofreu uma entrada violenta de um adversário, que quebrou seu tornozelo. Juninho se recuperou antes da previsão dos médicos, mas o tempo parado o tirou da Copa.





