domingo, 21 abril 2024

Conselho Deliberativo pede investigação sobre pagamento

O presidente do CD (Conselho Deliberativo) do Guarani, Edinho Torres, anunciou ontem que requisitou ao Conselho de Administração e ao Comitê de Ética e Disciplina do clube para abrir um processo de investigação em relação à denúncia do ex-presidente Horley Senna. Ele aponta que mensalidades atrasadas de associados teriam sido pagas pelo diretor comercial, Anaílson Neves, e por Lucas Andrino, ex-gerente de futebol profissional, com “objetivos políticos”.

“(…) Apesar da denúncia não se tratar de fato ilegal, na visão da mesa do CD, o fato é extremamente grave, pois afeta a lisura e a postura ética que esperamos para uma assembleia dessa importância”, diz o trecho do comunicado enviado por Edinho ao superintendente executivo do clube, Marcelo Tasso.

Internamente, existiam resistências quanto ao recebimento da denúncia, mas Edinho preferiu levar adiante. “O CA realmente não queria aceitar a denúncia pelo fato do Horley encontrar-se inadimplente. Porém, a mesa do Conselho Deliberativo não aceitou os argumentos e dissemos que representaríamos a denúncia se não fosse aceita”, afirmou.
Anaílson Neves afirma que o pagamento foi feito para colocar dinheiro no caixa do clube e viabilizar o pagamento da cirurgia do lateral esquerdo Bruno Souza, e não para angariar apoio político. A operação do atleta foi avaliada em R$ 16 mil.

Em contato com a reportagem do TODODIA, o presidente do Guarani, Palmeron Mendes Filho, afirmou que nunca cogitou recusar a denúncia. “Nossa posição é que a denúncia dele deve ser arquivada”, afirmou o presidente bugrino.
Ao mesmo tempo, o Conselho de Administração determinou que ocorra: a garantia da preservação das imagens no dia dos fatos; a emissão de uma listagem diária, contendo adimplentes e inadimplentes; a emissão de uma listagem dos pagamentos realizados no dia em questão; a emissão de listagens diárias dos pagamentos ocorridos nos próximos dias até a realização da assembleia. A decisão foi tomada ontem de manhã.

A explicação, no entanto, não comoveu o presidente do Conselho Deliberativo bugrino. “Vou solicitar a quem vai presidir a assembleia de sócios que exclua os sócios citados. A atitude apesar de imoral e antiética não é ilegal”, afirmou Edinho Torres.

Segundo ele, o estatuto prevê que só podem participar da Assembleia quem quitar os seus compromissos com o clube cinco dias antes da reunião. “Se a comissão de ética julgar culpado os acusados pode até decidir pela expulsão”, completou.

A decisão sobre a terceirização ou não do departamento de futebol acontecerá em duas etapas. O CD votará no dia 9, e já no dia 13 será a vez dos sócios definirem se aceitam a proposta feita pela Magnum ou pelo pool de empresas articulado por Nenê Zini.

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