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Corinthians recusa jogar à noite e aos domingos

Com receio de ações trabalhistas, Timão envia pedido à Globo e à CBF

Na tentativa de evitar ações trabalhistas no futuro, o Corinthians solicitou, nesta segunda-feira (11), à Rede Globo, à CBF e à FPF (Federação Paulista de Futebol) para não entrar mais em campo no período noturno nem aos domingos. 

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Confirmada pela reportagem, a informação foi divulgada pelo jornalista Jorge Nicola inicialmente. Em comunicado enviado à emissora e às entidades, o Corinthians formalizou um pedido para que “não sejam mais marcados jogos do time à noite ou aos domingos”. 

“Na hipótese de serem agendadas partidas à noite ou aos domingos, o Sport Club Corinthians Paulista se reserva no direito de eventualmente não participar dos referidos jogos”, diz uma parte da nota assinada pelo presidente corintiano, Andrés Sanchez. 

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O Grupo Globo não vai se pronunciar sobre o assunto, mas a reportagem apurou que a emissora recebeu a carta do Corinthians avisando que não pretende mais jogar aos domingos e de noite. A avaliação interna é que isso vai contra toda a estrutura do futebol, e não apenas de transmissão, mas de público nos estádios, por exemplo, às noites de quarta-feira e aos domingos. 

Como não há futebol neste momento por causa da pandemia do novo coronavírus, não haverá qualquer movimento agora da emissora. Uma outra avaliação é que o Corinthians quer dar luz a um problema que apareceu e que outros clubes podem vir a ter nos próximos meses. 

Por contrato, os clubes devem atuar nos dias e horários determinados pelos organizadores dos campeonatos, no caso as confederações e federações, e dos detentores dos direitos de transmissão e comerciais. 

ACORDO 

Na última semana, o Corinthians homologou acordo na Justiça e vai pagar R$ 750 mil ao ex-jogador Paulo André, que atuou no time paulista de 2009 a 2014. Na ação que moveu em 2014, o zagueiro aposentado acusou o clube paulista de descumprir diversas obrigações trabalhistas, entre as quais o não pagamento dobrado pelo trabalho prestado aos domingos e feriados. Paulo André também reivindicou descanso remunerado, alegando que por diversas vezes trabalhou todos os dias da semana. 

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