O presidente do Rio Branco, Claudio Bonaldo, participou nesta quinta-feira (7) do programa Todo Esporte, da TV TODODIA. Entre os assuntos abordados, o dirigente falou sobre a temporada de 2026 do elenco profissional, a recuperação judicial e as dívidas do clube.
Bonaldo avaliou como decepcionante a participação do clube no Campeonato Paulista da Série A3 deste ano, em que o Rio Branco não conseguiu a classificação para o mata-mata. Segundo ele, muitos atletas não correspondiam nos jogos ao desempenho apresentado durante os treinamentos. “Não deu liga. Dentro de campo não teve a disposição e entrega dos jogadores. Não foi por falta de motivação, a gente estava sempre presente em todos os treinamentos”, afirmou.
Sobre a sequência da temporada, o presidente confirmou que a falta de recursos financeiros foi o principal motivo para a equipe não disputar a Copa Paulista e focar no Campeonato Paulista Sub-20 da Segunda Divisão.
Saída de Xororó
Nesta quarta-feira (6), o Rio Branco anunciou a saída do colaborador Benedito Aparecido Fusco, conhecido como Xororó, que atuava no clube desde 1990. Ele deixa o clube de Americana para assumir a função de supervisor de futebol no Paulínia Futebol Universitário, equipe que disputa a Bezinha.
Durante a entrevista, Claudio Bonaldo comentou sobre a saída do funcionário. “A proposta dele era muito. Bem vantajosa para ele. Mas deixamos as portas abertas e deixando claro que não temos problema nenhum, graças a Deus a saída dele foi muito tranquila”, disse.
Dívidas e recuperação judicial
Sobre as dívidas, o presidente do Tigre da Paulista confirmou que o Rio Branco possui débitos com jogadores referentes aos últimos meses. No entanto, segundo ele, os salários de funcionários e ex-treinadores estão pagos, sem nenhuma pendência.
Bonaldo também informou que dois clubes das principais divisões do país têm dívidas com o Rio Branco: Grêmio e Goiás. O Tricolor Gaúcho deve cerca de R$ 600 mil referentes a uma bonificação envolvendo Vanderson, hoje lateral do Monaco. Já o Esmeraldino está devendo uma das parcelas da compra de Murilo Câmara, mas o valor não foi revelado.
Ainda de acordo com o dirigente, o montante a ser recebido do clube gaúcho é exatamente o que falta para o Rio Branco quitar a recuperação judicial. O pagamento deveria ter sido feito há cerca de um ano e, como isso não ocorreu, o clube de Americana acionou o Grêmio na CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas).

Penhora da Sede Náutica
Em relação à Sede Náutica, o presidente confirmou que o Rio Branco possui uma dívida de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) com a Prefeitura de Americana e, por isso, há um aviso de penhora do espaço físico do clube.
Segundo Bonaldo, a dívida total do Rio Branco com a Prefeitura de Americana gira em torno de R$ 800 mil, considerando carnês de IPTU acumulados ao longo de mais de uma década. No entanto, em parte desse período, quem administrava o estádio era o poder público, e não o clube.
Além disso, justamente por conta dessa dívida antiga, a diretoria rio-branquense tentou, mas não conseguiu obter isenções do imposto, motivo pelo qual o débito segue em aberto. “Era uma coisa que já estava prevista dentro do clube, infelizmente. A gente tinha consciência que não estava pagando o IPTU. Uma hora ia chegar e essa hora chegou agora e graças a Deus dá tempo de fazer alguma coisa. Não foi uma venda. A gente tem tempo hábil para fazer reparação”, garantiu.





