A Ponte Preta pode ter nesta terça-feira (20) a confirmação de mais duas baixas importantes no elenco. O meia Elvis e o zagueiro Walisson Maia protocolaram oficialmente pedidos de saída do clube, em meio a um cenário de instabilidade financeira que segue impactando o dia a dia da Macaca.
Walisson Maia procurou o departamento de futebol ao longo do dia e manifestou insatisfação com a situação vivida pelo clube. A tendência é que o defensor deixe o Majestoso antes mesmo de estrear, repetindo o desfecho de outros atletas que também se desligaram recentemente, como Gabriel Inocêncio, Wallace e Pedro Martins.

Elvis encaminha saída e amplia desgaste interno
No caso de Elvis, a situação ainda depende de ajustes formais. A diretoria aguarda uma nova reunião para discutir os termos da rescisão, mas o meia já deixou claro aos dirigentes que não pretende permanecer no clube.
O posicionamento reforça o desabafo feito pelo camisa 10 no vestiário após a derrota para o Velo Clube, posteriormente reiterado em conversas internas. A saída de Elvis representa impacto direto no elenco, já que o jogador vinha sendo uma das principais lideranças técnicas do grupo nos últimos quatro anos.
Elenco encolhe em momento sensível da temporada
Com os novos pedidos de desligamento, a Ponte Preta amplia a lista de perdas em um momento delicado da temporada. O clube enfrenta restrições administrativas, dificuldades financeiras e limitações na montagem do elenco para a disputa do Campeonato Paulista.
O cenário fora de campo tem reflexos diretos no rendimento esportivo e contribui para o aumento da pressão sobre a diretoria alvinegra, que já convive com cobranças constantes da torcida.
Protesto no Moisés Lucarelli e nota da diretoria
Na noite da última segunda-feira, torcedores da Ponte Preta protestaram em frente ao Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. O presidente Luiz Torrano e o vice-presidente Marco Eberlin foram os principais alvos da manifestação, que reuniu dezenas de alvinegros de forma pacífica, com acompanhamento da Polícia Militar.
Cartazes e gritos de protesto marcaram o ato, motivado principalmente pelos atrasos financeiros e pelo impacto da crise na montagem do elenco. A situação culminou no transfer ban, que impediu o registro de reforços nas primeiras rodadas do estadual.
O protesto ocorreu após mais um resultado negativo da equipe, na derrota para o Capivariano, e refletiu o aumento da insatisfação da torcida com o início de temporada da Macaca.
Em nota oficial, a diretoria afirmou compreender o protesto, mas alegou que a manifestação foi articulada por ex-dirigentes com interesses externos. O clube informou ainda que segue com atividades normais no Majestoso, enquanto tenta equacionar pendências financeiras e administrativas.





