domingo, 8 fevereiro 2026
VAGA ADIADA

Guarani tropeça no Brinco, perde para o Botafogo e adia classificação

Bugre é superado por 2 a 0, reclama da arbitragem e vai decidir vaga no mata-mata contra o Palmeiras; Pantera vence a primeira fora e entra no G-8
Por
Vladimir Catarino
Derrota para o Pantera quebra uma sequencia de três vitórias seguidas do Bugre no Paulistão. Foto: Raphael Silvestre/GFC

O Guarani foi derrotado pelo Botafogo-SP por 2 a 0 na noite deste sábado, no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, pela sétima rodada do Campeonato Paulista. Hygor, ainda no primeiro tempo, e Kelvin, na etapa final, garantiram o triunfo do Pantera, que chegou aos 11 pontos e acirrou a disputa por vagas na próxima fase.

Além do revés, o Bugre saiu de campo inconformado com a arbitragem. O clube reclamou de uma possível saída de bola na origem do segundo gol, apontada pelo VAR, e também pediu dois pênaltis ao longo da partida, ambos não assinalados. Com o resultado, o time campineiro também soma 11 pontos e perdeu a chance de confirmar a classificação antecipada.

PRODUÇÃO ABAIXO E EFICIÊNCIA VISITANTE

O primeiro tempo foi marcado por um rendimento aquém do esperado do Guarani. A equipe teve dificuldades para criar e só levou perigo nos minutos finais, explorando a velocidade de Mirandinha e Guilherme Parede, além de chegadas pontuais de Emerson Barbosa e Isaque.

O Botafogo-SP, por sua vez, mostrou eficiência. Apostando nos contra-ataques, o time visitante foi cirúrgico quando encontrou espaço. Aos 37 minutos, Rafael Gava cruzou com precisão e Hygor se antecipou à defesa para vencer Mateus Claus e abrir o placar no Brinco de Ouro.

SEGUNDO TEMPO E GOLPE FINAL

Mesmo em vantagem, o Pantera manteve postura ofensiva após o intervalo. Aos 11 minutos da etapa final, Kelvin recebeu em profundidade, puxou para o meio da área e finalizou com categoria para ampliar o marcador e dar números finais à partida.

Em desvantagem, o Guarani partiu para o ataque de forma desorganizada. Chegou a balançar as redes com Kewen, mas o gol foi anulado por impedimento. Nos minutos finais, o jogo se resumiu à pressão do Bugre contra uma defesa bem postada do Botafogo, que soube sustentar o resultado.

COBRANÇA, DISCURSO E CENÁRIO DECISIVO

Após a partida, o técnico Matheus Costa reconheceu a atuação abaixo do esperado e comentou o aumento da cobrança por resultados. “É natural que exista cobrança quando a expectativa aumenta. A nossa expectativa também era grande. Mas é o momento de ter cabeça fria e não achar que está tudo errado”, afirmou.

O treinador também apontou falhas coletivas na derrota. “Houve uma falta de intensidade coletiva. Estávamos em uma rotação abaixo do que estamos produzindo e o adversário se impôs mais. Nossa atuação foi muito aquém do que estamos fazendo na competição. As ações individuais não foram boas, o que prejudicou o jogo coletivo”, completou.

DISPUTA ABERTA NA ÚLTIMA RODADA

Matheus Costa ainda destacou o contexto do Guarani no campeonato. “Eu disse desde o início que o Guarani entrou neste Paulistão como um ‘patinho feio’, se compararmos investimento e folha salarial. A nossa é uma das menores da competição. Mas, quando você vence três jogos, entra no G-4 e tem a segunda melhor defesa do campeonato, o adversário passa a te encarar de outra forma”, encerrou.

Com a segunda vitória consecutiva, o Botafogo-SP chegou aos mesmos 11 pontos do Guarani, ocupa a sétima colocação e vai para a última rodada dentro do G-8. O Bugre aparece logo à frente, em sexto, pelo saldo de gols. Ambos ainda torcem por um tropeço do Mirassol para manterem suas posições.

Na rodada final da primeira fase, marcada para o próximo domingo, às 20h30, o Guarani enfrenta o Palmeiras fora de casa, na Arena Barueri, enquanto o Botafogo-SP recebe o Capivariano no Estádio Santa Cruz/Arena Nicnet.

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