Terça, 28 Setembro 2021

Jardine elogia 1º tempo "perto da perfeição" e vê lições para a seleção olímpica

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Jardine elogia 1º tempo "perto da perfeição" e vê lições para a seleção olímpica

Segundo o técnico André Jardine, esse período deixa "lições" para a equipe, mas é preciso exaltar o rendimento no primeiro tempo - quando saíram os três gols de Richarlison num intervalo de 23 minutos

O Brasil marcou aos seis, 21 e 29 minutos do primeiro tempo e ainda perdeu um pênalti com Matheus Cunha ( Foto: Divulgação/ CBF)

A seleção brasileira goleou a Alemanha por 4 a 2 na estreia do futebol masculino nos Jogos Olímpicos de Tóquio, mas viveu momentos de tensão entre os 38 e os 48 minutos do segundo tempo, antes de marcar o quarto gol e diante da tentativa de reação dos europeus. 

Segundo o técnico André Jardine, esse período deixa "lições" para a equipe, mas é preciso exaltar o rendimento no primeiro tempo - quando saíram os três gols de Richarlison num intervalo de 23 minutos.

"A gente fez um primeiro tempo muito perto da perfeição em cima de tudo que tínhamos traçado como planejamento e estratégia de jogo, acho que valeu muito nossos estudos sobre como a Alemanha jogou na Euro sub-21 com o mesmo treinador e com a mesma base de equipe. Conseguimos montar uma estratégia que foi bem-sucedida muito pelo comprometimento, foco e energia positiva dos jogadores. Já saímos do vestiário com essa sensação. No segundo tempo as coisas saíram do controle, mas imaginamos que são normais numa equipe em formação e vamos corrigir. Importante é estrear com vitória num clássico mundial com um futebol bem jogado e convincente num placar até injusto pelo volume de situações que perdemos", afirmou o treinador em sua entrevista coletiva pós-jogo no Estádio Internacional de Yokohama.

O Brasil marcou aos seis, 21 e 29 minutos do primeiro tempo e ainda perdeu um pênalti com Matheus Cunha. O jogo parecia sob total controle, até que a Alemanha fez gols aos dez e 38 da etapa complementar, impondo minutos de sufoco para a seleção em vantagem mesmo com um jogador a mais graças à expulsão de Maximilian Arnold por falta em Daniel Alves. No fim, Paulinho acertou a 21ª finalização brasileira e sacramentou o placar em 4 a 2 nos acréscimos.

"Eu não consigo relaxar em momento nenhum do jogo, mesmo no 3 a 0 estava muito atento, jogando junto, lance a lance. Temos experiência no futebol e sabemos que o jogo nunca está ganho, é uma lição. O pênalti perdido gerou uma frustração, porque imaginávamos que o quarto gol seria decisivo. Alertamos no intervalo que os alemães deviam ser respeitados e eles se lançaram ao ataque mesmo com um jogador a menos. Mas o que ficou foi esse misto de sensações, um êxtase inicial de jogo bem executado, bem feito, acima do que esperávamos, depois uma certa preocupação de não ver o time conseguir encaixar a marcação. Isso gerou uma preocupação de ter que agir rápido para neutralizar. Mas depois veio o alívio e o pensamento de que conseguimos uma grande vitória que tem que ser comemorada", disse o treinador do Brasil.

O próximo jogo do Brasil será no domingo (25), às 5h30 (de Brasília), contra a Costa do Marfim, que venceu a Arábia Saudita no outro jogo do Grupo D. Segundo André Jardine, será mais um desafio de peso na busca pelo bicampeonato olímpico.

"Encaramos essa competição com caráter de final a cada jogo, é sempre decisivo. [Arábia Saudita e Costa do Marfim] São duas seleções que se classificaram para a Olimpíada com muitos méritos e apresentaram nível alto no primeiro jogo. A Costa do Marfim com uma capacidade de força física acima do normal, a Arábia Saudita que poderia ter empatado, então respeito máximo a todos os adversários e preparação atenta a cada detalhe para buscar o melhor desempenho possível jogo a jogo." 

 

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