
A Ponte Preta recebeu nesta semana mais uma decisão desfavorável na Justiça do Trabalho e foi condenada a indenizar o volante Ramon Carvalho, que defendeu o clube entre 2022 e 2024. A ação, protocolada em janeiro de 2025, pode resultar em desembolso próximo a R$ 2 milhões, segundo os valores apontados no processo.
A sentença foi proferida no último domingo e ainda é passível de recurso. Mesmo com a possibilidade de revisão, o caso amplia a lista de pendências judiciais enfrentadas pelo clube nos últimos meses.
Valores e fundamentos do processo
O processo teve valor inicial fixado em R$ 1.719.106,21. Ramon é representado pelos advogados Filipe Rino e Thiago Rino, que atuam na cobrança de verbas trabalhistas consideradas inadimplidas.
Entre os itens cobrados estão férias, 13º salário e depósitos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). A ação também pede indenização substitutiva pela ausência de seguro obrigatório contra acidentes de trabalho.
Indenização por falta de seguro
A indenização substitutiva por falta de seguro corresponde a cerca de R$ 600 mil, referente ao período em que o jogador teria permanecido afastado sem a cobertura securitária prevista em lei.
Atualmente no Náutico, Ramon Carvalho disputou 81 partidas pela Ponte Preta e marcou dois gols durante a passagem pelo Estádio Moisés Lucarelli.
Outras ações e impacto no elenco
O caso se soma a uma série de processos movidos por atletas e profissionais que passaram pelo clube. Desde meados de 2025, nomes como Maguinho, Jean Dias, Nilson Júnior, Everton Brito, Wanderson, Lucas Cândido, Jhonny Lucas, Matheus Kayzer, Elvis, Sérgio Raphael, Dodô e Gustavo Vintecinco acionaram a Ponte Preta na Justiça.
Segundo o texto do processo, o acúmulo de pendências financeiras teve reflexo no planejamento esportivo e, nesta pré-temporada, 12 jogadores deixaram o elenco, reduzindo as opções do técnico Marcelo Fernandes.
Transfer ban e campanha no Paulistão
O clube também iniciou o Campeonato Paulista sob transfer ban, condição que impediu a utilização de reforços nas três primeiras rodadas. A alternativa foi usar atletas das categorias de base para completar o time.
A Ponte Preta ocupa a última colocação do Paulistão, com um ponto em cinco jogos. Com três rodadas restantes, a projeção citada aponta que entre sete e oito pontos seriam necessários para evitar o rebaixamento para a Série A3.





